• 23 de março de 2019

O uso da tecnologia nas escolas vem crescendo a passos largos

O que antes era motivo de resistência, agora é um atrativo. Está se tornando cada vez mais comum o uso da tecnologia dentro das salas de aula. A instituição de ensino, independente do nível, que ofereça ferramentas tecnológicas que ajudam na construção do conhecimento dos alunos larga na frente das demais.

Segundo dados da Comissão de Investimento e Comércio da Austrália, o mercado global de educação valerá US$ 130 bilhões até 2025. O potencial do setor justifica a disputa entre Apple, Google e Microsoft.

Além de adaptar para o uso escolar pacotes de produtividade e comunicação, como o Office, Skype e o Google Drive, as companhias têm plataformas que permitem ao professor passar e monitorar lições de casa. A Apple oferece apps para criação de filmes e fotos. Já o Google dá acesso à realidade virtual com os óculos Cardboard.

Nos EUA, essa é uma disputa complexa: as gigantes não querem apenas alunos e professores usando suas plataformas, mas também vender dispositivos – como tablets e notebooks. “As empresas têm muitas fontes de receita no mercado educacional”, diz Ben Davis, analista da consultoria inglesa Futuresource. “E é só o começo.”

No futuro, diz ele, o crescimento da demanda de alunos por soluções cada vez mais tecnológicas permitirá que as gigantes usem sua posição de liderança para oferecer vários produtos às escolas, como armazenamento na nuvem, sistemas de análise de dados ou inteligência artificial.

No Brasil, a realidade é diferente. Por causa da adoção em geral baixa à tecnologia, as empresas estão um passo atrás, oferecendo serviços gratuitos a escolas que desejam usar seus modelos em sala de aula. Por aqui, quem tem se dado melhor são Google e Microsoft. Não é à toa: as duas empresas têm considerável base instalada no País, com celulares Android e PCs com o sistema Windows.

Ser uma escola nos moldes do Google, como o Mater Dei, em São Paulo, exige alto investimento. Desde 2014, o colégio gastou R$ 200 mil em Chromebooks – PCs de baixo custo com vários apps da empresa -, R$ 150 mil na adaptação de instalações e outros R$ 40 mil por ano em infraestrutura. Hoje, a escola tem assinatura de fibra óptica de 200 Mbps (megabits por segundo), 15 pontos de acesso Wi-Fi e um servidor firewall para cuidar da segurança de sua rede.

Outro ponto no qual a escola teve de pensar foi a capacitação dos professores. O colégio usa ferramentas do Google para aplicar provas pela internet e verificar se tem alguém colando a resposta do colega.

O Google também já formou parcerias, e não só com escolas particulares. Está também na rede em 500 escolas estaduais da Bahia e fechou parceria para levar seus produtos a todos os alunos da rede pública do Espírito Santo. Com apps que só funcionam em seus aparelhos – bem mais caros do que o brasileiro médio é capaz de pagar -, a Apple corre por fora, também oferecendo soluções gratuitas.

O esforço parece dar resultado. “Poder estudar online me ajudou muito”, diz Rafael Valillo, aluno do 3.º ano do Ensino Médio do Mater Dei. Ele elogia o Google Classroom, que permite ao professor ver cada aluno que completou as lições de casa – evitando o compartilhamento das tarefas entre os estudantes. Mas, com tanta conexão disponível, será que ele e os colegas não ficam o dia todo vendo memes no WhatsApp? “Antigamente as pessoas desenhavam no caderno quando se distraíam, então não é algo que muda com a tecnologia”, diz Valillo.

Matéria da Agência Estadão Conteúdo com informações adaptadas

Foto: Google Imagens

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