• 20 de maio de 2019

Brasil é o 8º país em usuários que tiveram dados vazados pelo Facebook

Usuários do Facebook poderão verificar se fazem parte dos 87 milhões de usuários que tiveram seus dados coletados pela Cambridge Analytica. A partir desta segunda-feira (9/4), a rede social notificará gradualmente todos os internautas afetados, enviando uma mensagem detalhada em seu feed de notícias. O Brasil é o oitavo país com mais impactados: 443 mil pessoas.

Além do alerta, todos os 2,2 bilhões de usuários receberão um aviso chamado “Protegendo suas informações”, segundo divulgou o site do jornal britânico The Guardian. A rede social irá redirecionar seus usuários para ver quais aplicativos eles usam e quais informações pessoais foram compartilhadas por meio desses. Depois, será possível desativar o uso de apps dentro da plataforma, caso desejarem.

Entenda o caso

Reportagens dos jornais The New York Times e The Observer, de Londres, revelaram que a empresa de inteligência Cambridge Analytica colheu informações privadas de mais de 50 milhões de usuários do Facebook, em um esforço para beneficiar a campanha eleitoral do presidente americano, Donald Trump, em 2016.

A empresa britânica coleta e relaciona dados para ações de marketing digital feitas por companhias e políticos. No caso em questão, ela usou o método para desenvolver ações para influenciar o cenário político americano e favorecer Trump.

Atingir o objetivo só foi possível graças a uma parceria com outra empresa, a também britânica Global Science Research, liderada por Aleksandr Kogan, pesquisador da Universidade de Cambridge. Ele criou um quiz on-line, chamado This is your digital life (Esta é sua vida digital), o qual exigia que as pessoas conectassem sua conta do Facebook para ser acessado. Isso permitiu que o questionário de Kogan obtivesse informações pessoais dos usuários da rede social e de seus amigos.

Os dados obtidos por meio do teste foram vendidos pela Global Science à Cambridge Analytica, numa clara violação aos termos de uso do Facebook. Isso permitiu que a empresa de inteligência cruzasse informações com outras fontes e chegasse a um perfil preciso das pessoas, usado para enviar mensagens direcionadas – incluindo notícias falsas – para influenciar votos.

Matéria da Agência Estadão publicada pelo site Metrópoles

Foto: Google Imagens

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