A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) ampliou a vigilância de vírus respiratórios e passou a divulgar, duas vezes ao dia, os resultados de exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF). A medida busca agilizar diagnósticos e melhorar o atendimento a pacientes com suspeita de infecções como adenovírus, metapneumovírus, rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR), influenza e Sars-CoV-2, causador da covid-19.
Segundo a diretora do Lacen-DF, Solange Fagundes, a rapidez na liberação dos resultados é essencial para a tomada de decisões clínicas. “A celeridade é necessária para qualificar a assistência aos pacientes. Dependendo do resultado, pode-se indicar internação ou até mesmo a alta”, explica.
Entre janeiro e março, o laboratório realizou 6.866 análises para detecção de vírus respiratórios no DF. A expectativa da Secretaria de Saúde é de aumento na produtividade ao longo de 2026, especialmente com a ampliação da logística de coleta e processamento.
Atualmente, as amostras são recolhidas diariamente nas unidades de saúde. Os exames coletados pela manhã têm resultados liberados até as 21h do mesmo dia. Com a nova estratégia, uma segunda rota de coleta foi implementada no período da tarde, iniciando às 13h30 e retornando ao laboratório às 17h30. Nesses casos, os resultados são disponibilizados na manhã seguinte.
De acordo com a Subsecretaria de Vigilância em Saúde, a medida fortalece o monitoramento epidemiológico no Distrito Federal. “A ampliação do monitoramento e a liberação rápida de resultados pelo Lacen-DF permitem decisões assistenciais mais ágeis e eficazes no manejo das viroses respiratórias”, destaca a enfermeira Rosana Campos.
Casos de SRAG no DF acendem alerta
Até o dia 10 deste mês, a SES-DF confirmou 1.445 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Distrito Federal. Entre os principais vírus identificados estão o rinovírus, com 482 casos, seguido pelo metapneumovírus (282), vírus sincicial respiratório (143), influenza (50) e covid-19 (29).
Os demais registros foram associados a outros agentes respiratórios ou ainda estão em investigação pelas equipes de vigilância epidemiológica.
Foto: Matheus Oliveira/Agência-Saúde DF
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