Em meio ao surgimento de novas variantes e ao aumento dos casos de doenças respiratórias, uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) volta ao centro do debate ao apresentar uma máscara antiviral capaz de inativar o coronavírus e outros vírus respiratórios.
Financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal, o estudo resultou na chamada máscara Vesta, que não se limita a filtrar partículas, mas atua diretamente sobre os micro-organismos. Na prática, a proposta rompe com o modelo tradicional de proteção passiva e introduz uma barreira ativa contra vírus, bactérias e fungos.
O diferencial está no uso de nanotecnologia à base de quitosana, uma substância natural extraída da carapaça de crustáceos. Inserido entre as camadas de tecido TNT, o material envolve e degrada a membrana dos vírus, levando à sua inativação e dificultando a propagação. Trata-se, portanto, de uma máscara PFF2 com ação antiviral, e não apenas um bloqueio físico.
Aprovada pela Anvisa
O modelo já foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e apresenta propriedades virucidas, bactericidas e fungicidas, ampliando seu potencial de uso em diferentes cenários de risco.
A pesquisa começou em 2021, no auge da pandemia de covid-19, mas evoluiu para além daquele contexto emergencial. A tecnologia foi pensada para enfrentar não só o coronavírus, mas também outros vírus respiratórios, o que a torna relevante diante de surtos sazonais de gripe e possíveis novas crises sanitárias.
Coordenado pela professora Suélia Fleury Rosa, o projeto reuniu pesquisadoras como Graziella Joanitti e Kelly Magalhães e avançou até a fase final dos ensaios clínicos em 2023. Com a participação do pesquisador Rodrigo Carregaro, os testes confirmaram a eficácia e a segurança da solução em condições reais de uso.
Hoje, a máscara Vesta já se encontra em estágio avançado de maturidade tecnológica, próxima da aplicação em larga escala. O investimento total somou pouco mais de R$ 1 milhão, com recursos viabilizados por editais públicos e parcerias com a Finatec.
O projeto reforça o papel do Distrito Federal na produção de inovação científica com impacto direto na vida da população, especialmente em um momento em que soluções eficazes para doenças respiratórias voltam a ser prioridade.
Foto: Anastácia Vaz/UnB
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