• 23 de julho de 2019

Outra barragem da Vale sob o risco de romper em Minas Gerais

Entorno da cidade de Barão dos Cocais (MG), próximo a barragem da Vale

Cerca de 6 mil moradores que moram nas proximidades do Rio São João, na cidade de Barão dos Cocais, em Minas Gerais, estão sob alerta de um possível rompimento da barragem Sul Superior, da Mina Gongo Soco, de propriedade da Vale. Os habitantes da região acompanham o monitoramento realizado pela empresa, que em fevereiro havia anunciado que a barragem subirá para o nível de segurança 2. Desde sexta-feira (22), a elevação para o nível 3 fez a empresa emitir o alerta, que em caso de rompimento fará com que a lama de rejeitos desça pelo curso d’água do rio.

O nível de segurança 3 de uma barragem significa ruptura iminente ou em andamento. O temor se intensificou e moradores que poderão ser atingidos. Alguns chegam a manter o carro pronto na garagem com documentos, álbum de formatura de filhos e lembranças da residência que pode ser destruída.

A Defesa Civil concluiu no domingo, 24, um plano de salvamento para o caso de a barragem se romper. Com base em novos cálculos, o órgão estimou que 6.054 moradores de Barão de Cocais, em vez dos 9 mil anunciados anteriormente, terão de ser evacuados. Mas um eventual rompimento pode atingir também duas outras cidades: Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo. Somando as três cidades: cerca de 9,8 mil pessoas teriam de ser tiradas de suas casas.

O Ministério Público de Minas enviou no domingo duas petições à Justiça. Na primeira, requer que a Vale “se responsabilize pelo abrigamento e acolhimento de pessoas e animais”, prestando toda a assistência às famílias desabrigadas.

Em outra, pediu o bloqueio de R$ 120 milhões da Vale para realização de auditoria técnica para garantir a segurança das barragens como Sul Superior, Vargem Grande (Nova Lima), B3 e B4 do Complexo Minerário Mar Azul (Nova Lima) e Grupo Foquilhas do Complexo Mina de Fábrica (Ouro Preto). A promotoria afirma que, apesar de vários pedidos feitos à empresa, ainda não há certeza quanto à condição das estruturas.

Da Redação com informações adaptadas da Agência Estadão Conteúdo

Foto: Reprodução da Matéria da Agência Estadão Conteúdo

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