A recente alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, pode provocar impactos em diferentes setores da economia brasileira. Especialistas alertam que o aumento da commodity tende a chegar ao consumidor de forma gradual, pressionando preços de combustíveis, energia, transporte, fretes e alimentos.
Nos últimos dias, o barril de petróleo chegou a beirar os US$ 120, o que reacendeu preocupações sobre efeitos inflacionários no Brasil.
Embora o país seja exportador líquido de petróleo, os preços internos de combustíveis como gasolina e diesel ainda são influenciados pelo mercado internacional. Quando o barril sobe de forma consistente, a tendência é de pressão sobre os valores praticados no país.
Impacto no agronegócio e na indústria
O economista João Matos, professor da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, explica que o petróleo é um insumo presente em várias etapas da produção, especialmente no agronegócio.
“O petróleo é base para combustíveis, fertilizantes e diversas atividades agrícolas, desde o funcionamento de tratores até a aplicação de insumos no plantio”, afirma.
Na indústria, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) destaca que o petróleo mais caro eleva custos de energia, transporte, logística e insumos industriais, afetando a produção.
No campo, o impacto também atinge fertilizantes nitrogenados, cuja produção depende do gás natural. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entre 60% e 80% desses insumos dependem do gás, o que torna os preços sensíveis à alta do petróleo.
Alta pode pressionar preço dos alimentos
Com o aumento dos custos de produção e transporte, o efeito tende a chegar ao consumidor. Culturas como soja e milho, base da ração animal, podem ficar mais caras, pressionando produtos como carne, ovos e leite.
Como a alimentação tem grande peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o cenário pode gerar inflação de custos, quando os preços sobem devido ao aumento das despesas de produção.
Para o economista Rodrigo Simões, professor da Universidade Anhembi Morumbi, o principal risco é que o choque externo se prolongue.
“Se o conflito continuar, o mercado pode começar a precificar inflação mais alta e também uma demora maior na queda dos juros”, afirma.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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