O FBI atribuiu à Coreia do Norte o ataque hacker que provocou o roubo de aproximadamente US$ 6,3 bilhões em criptomoedas da Binance, considerada a maior corretora de ativos digitais do mundo em volume de negociações. A investigação americana identificou o grupo TraderTraitor, ligado ao regime de Pyongyang, como responsável pela operação, considerada o maior roubo de criptomoedas já registrado.
O ataque ocorreu em 29 de outubro de 2026 e comprometeu carteiras digitais da plataforma. A confirmação da autoria foi divulgada pelo FBI em comunicado oficial publicado no sábado (31/10). Neste domingo (1º/11), a Binance informou que já havia recomposto aproximadamente 95% dos ativos afetados e iniciou o processo de retomada gradual dos saques.
FBI identifica grupo ligado à Coreia do Norte
De acordo com as autoridades americanas, o ataque foi executado pelo TraderTraitor, grupo de hackers associado à Coreia do Norte e investigado por operações de roubo de ativos digitais em diferentes países.
O FBI informou que acompanha a movimentação dos recursos desviados em conjunto com o Serviço Secreto dos Estados Unidos e a divisão de investigação criminal da Receita Federal americana.
As investigações identificaram que os criminosos começaram a converter parte dos ativos roubados em Ethereum, uma das principais criptomoedas do mercado.
A suspeita é de que os responsáveis tentem dificultar o rastreamento do dinheiro por meio de plataformas de finanças descentralizadas (DeFi) e serviços que permitem a troca instantânea de criptomoedas.
Para impedir a lavagem dos recursos, o FBI solicitou a colaboração de corretoras, empresas especializadas em blockchain e operadores de serviços financeiros digitais, orientando o bloqueio de transações relacionadas aos endereços identificados na investigação.
Como aconteceu o ataque hacker à Binance?
Segundo informações divulgadas pela própria Binance, o ataque comprometeu carteiras digitais conectadas à internet, conhecidas como hot wallets, permitindo a realização de transferências não autorizadas.
As primeiras apurações apontaram a possibilidade de comprometimento do computador de um engenheiro responsável pela infraestrutura tecnológica da empresa. Posteriormente, os investigadores identificaram outros pontos de invasão.
A corretora informou que não encontrou evidências de vazamento das chaves privadas das carteiras digitais, mas ressaltou que a investigação técnica continua em andamento.
Após identificar a invasão, a Binance adotou medidas emergenciais de segurança, suspendeu temporariamente os saques e iniciou o rastreamento dos ativos roubados.
A empresa também informou que aproximadamente US$ 3 bilhões em ativos afetados haviam sido congelados em redes blockchain durante os esforços iniciais de contenção.
Binance cobre 95% das perdas e retoma saques
A Binance anunciou neste domingo (1º/11) que conseguiu recompor cerca de 95% dos US$ 6,3 bilhões em ativos digitais desviados durante o ataque.
Para proteger os clientes, a corretora utilizou recursos próprios e mecanismos financeiros de proteção, incluindo o Secure Asset Fund for Users (SAFU), fundo destinado a situações emergenciais.
A empresa afirmou que assumirá integralmente o impacto financeiro do incidente, sem transferir os prejuízos aos usuários.
A retomada dos saques começou a ser organizada em etapas, com prioridade para criptomoedas de maior demanda, como Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), BNB, XRP, Solana (SOL) e Dogecoin (DOGE).
Foto: Reprodução/Google Imagens
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