Keiko Fujimori, candidata da direita à Presidência do Peru, apareceu na frente da apuração do segundo turno das eleições presidenciais nesta segunda-feira (8), mas a disputa seguia indefinida devido à pequena diferença em relação ao adversário de esquerda, Roberto Sánchez.
Com mais de 90% das urnas apuradas, Fujimori registrava 50,49% dos votos válidos, contra 49,5% de Sánchez. A margem apertada reforça o cenário de forte polarização política e mantém a incerteza sobre quem comandará o país pelos próximos anos.
Analistas apontam que os primeiros votos contabilizados vieram principalmente dos grandes centros urbanos, onde Keiko Fujimori possui maior apoio eleitoral. Já Roberto Sánchez concentra sua base de eleitores em áreas rurais e regiões andinas, cujos votos costumam ser contabilizados mais lentamente.
Além das urnas do interior do país, ainda restavam votos de peruanos residentes no exterior, tradicionalmente considerados favoráveis à candidata da direita.
As pesquisas de boca de urna divulgadas após o encerramento da votação apontavam vantagem de aproximadamente 0,5 ponto percentual para Sánchez, demonstrando o equilíbrio da disputa presidencial.
Quase 27 milhões de eleitores foram convocados para escolher o novo presidente do Peru. A votação ocorreu de forma tranquila, sem registros de incidentes relevantes.
País enfrenta longa crise política
A eleição acontece em um momento de instabilidade institucional. O Peru vive uma crise política que já dura mais de uma década, marcada por sucessivas trocas de presidentes, confrontos entre os poderes e crescente insatisfação popular.
Aos 51 anos, Keiko Fujimori disputa a Presidência pela quarta vez consecutiva. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela busca capitalizar o legado econômico do pai, embora ele tenha sido condenado por corrupção e crimes contra a humanidade.
Do outro lado, Roberto Sánchez tenta chegar pela primeira vez ao comando do país. Ex-ministro, ele construiu sua candidatura com forte apoio nas regiões mais pobres do interior peruano e defende mudanças na estrutura política e econômica nacional.
Independentemente do resultado final, a eleição evidencia a divisão do eleitorado peruano e os desafios que o próximo presidente enfrentará para reconstruir a estabilidade política e econômica do país.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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