• 20 de outubro de 2026

Paralisação de professores do DF vira arma política da esquerda contra Celina Leão às vésperas do 2º turno

A esquerda brasiliense não se cansa de tentar atingir a governadora do DF, Celina Leão (PP), que concorre à reeleição, com suas armações. Desta vez, os professores da rede pública de ensino serão os instrumentos de pressão na reta final do segundo turno para o GDF. O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), cujos integrantes são filiados a partidos de esquerda, convocou a categoria para uma paralisação geral prevista para quarta-feira (21).

O objetivo da mobilização, embora exista uma pauta de reivindicações e demandas apresentadas, é apontado nos bastidores como uma estratégia das legendas de esquerda que apoiam Leandro Grass, candidato do PT ao GDF, para pressionar a governadora.

Essa não é a primeira vez que a tática é usada nas eleições deste ano. No primeiro turno, os rodoviários foram a bola da vez. Dirigentes do sindicato da categoria fizeram de tudo para que os ônibus deixassem de circular na semana da votação. No entanto, o movimento paredista não prosperou. Celina agiu junto às empresas e, com aval da Justiça, conseguiu impedir que os rodoviários fossem usados como massa de manobra política.

Já a paralisação dos professores, apesar dos apelos feitos e do esforço de Celina Leão para que a classe se sentasse e negociasse, pode acontecer amanhã. Infelizmente, mais de 460 mil estudantes da rede pública poderão ser prejudicados.

A governadora já recebeu representantes do Sinpro-DF e declarou que permanece aberta a conversar com a entidade e os demais profissionais da educação, a fim de chegar a um entendimento e não deixar que milhares de famílias sejam usadas pela esquerda.

“Eles me conhecem porque todas as vezes o meu mandato na Câmara Distrital e na Câmara Federal esteve à disposição deles. Eles sabem do nosso compromisso”, declarou.

Celina Leão ressaltou que considera legítimo o direito dos professores de se manifestarem, mas avaliou que o momento escolhido pode prejudicar toda a comunidade escolar.

Os dirigentes do Sinpro-DF sinalizam que vão seguir adiante com a paralisação e demonstram que os rumores de que o movimento é mais por motivação política do que por reivindicação de direitos se apresentam como reais. Geralmente, esse tipo de mobilização é antecedido por rodadas de negociações e conversas antes de se tomar uma atitude tão radical.

Tomara que o eleitor brasiliense enxergue quem realmente está prejudicando a população por pura vingança. Tanto Leandro Grass como o presidente Lula, que concorre à reeleição, estão com o filme queimado na capital federal. Talvez esse movimento paredista resulte no efeito revés aos dois petistas e eles percam ainda mais votos.

Que os esquerdistas não se esqueçam de que os pais e responsáveis pelos milhares de estudantes que ficarão sem aula nesta quarta (21) sabem muito bem distinguir uma paralisação legítima de uma armação política.

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