Os resultados das últimas pesquisas de opinião sobre o terceiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva viraram um verdadeiro pesadelo para o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom/PR), Sidônio Palmeira.
Nos corredores do Palácio do Planalto, o clima é de insatisfação generalizada com a estratégia de comunicação do governo Lula. O próprio presidente já admite, nos bastidores, que perdeu a guerra digital para o grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O tititi em Brasília é direto: a “palmeira” de Sidônio balança forte e pode cair a qualquer momento. “É questão de tempo, se continuar nesse ritmo”, resume um interlocutor do Palácio.
Convocado para tentar conter o avanço bolsonarista nas redes sociais, Sidônio ainda não conseguiu melhorar a imagem do governo Lula 3. Pelo contrário: os índices de rejeição ao presidente e a desaprovação da gestão seguem em alta nas pesquisas mais recentes.
Diante da dificuldade de reverter o cenário na comunicação, Lula decidiu apostar na articulação política como saída. Aproveitando a dança das cadeiras provocada por ministros que deixaram o cargo para disputar as eleições, o petista redesenhou o tabuleiro na Esplanada dos Ministérios.
Uma das primeiras movimentações foi a convocação do deputado José Guimarães (PT-CE), que planejava disputar o Senado e liderava o governo na Câmara, para assumir a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), no lugar de Gleisi Hoffmann.
Guimarães chega com a missão de melhorar a relação com o Congresso Nacional e viabilizar pautas estratégicas para o governo, como o fim da escala 6×1, entre outras medidas de impacto social.
Para reforçar a articulação, Lula também trouxe de volta o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Secom, que perdeu espaço para Sidônio. Agora, Pimenta assume a liderança do governo na Câmara, com a tarefa de conquistar votos entre parlamentares independentes e de perfil pragmático.
Outro nome escalado para fortalecer o time no Congresso é o senador Camilo Santana (PT-CE). Ex-ministro da Educação e um dos mais bem avaliados da gestão, ele passa a atuar diretamente na relação com o Senado, onde o governo Lula tem acumulado derrotas recentes.

Na tentativa de recuperar espaço junto aos movimentos sociais, Lula também articulou para que o deputado Guilherme Boulos (PSol-SP) não dispute as eleições deste ano. A ideia é utilizá-lo como ponte com lideranças comunitárias, principalmente nas periferias.
Além das mudanças na equipe, o presidente acompanha de perto a montagem de palanques e alianças nos principais colégios eleitorais do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, em busca de reduzir a vantagem de adversários.
No radar do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece como um dos principais nomes da oposição, encostando em Lula em diversas pesquisas e, em alguns cenários, chegando a superá-lo num eventual segundo turno.
Entre aliados mais próximos, há um certo saudosismo. Lula tem lamentado que os tempos áureos da comunicação do PT, quando o governo atingiu quase 80% de aprovação, com marqueteiros como Duda Mendonça e João Santana, ficaram para trás.
A realidade atual é outra. O governo Lula 3 nunca conseguiu vencer a disputa no ambiente digital. Nem mesmo Sidônio, apadrinhado por Jaques Wagner e Rui Costa, ambos do PT da Bahia, conseguiu dar conta do recado.
Sem conseguir reagir na comunicação, a estratégia agora é clara: jogar a toalha no digital e apostar todas as fichas na articulação política para tentar virar o jogo até outubro. Será se vai conseguir?
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