A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), pediu que a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e a Polícia Federal (PF) investiguem a circulação de um panfleto com sua imagem e o número eleitoral 22, diferente do número 11 utilizado por ela na disputa pelo Governo do DF.
O material foi encontrado na região do Cruzeiro e levantou suspeitas de uma possível tentativa de induzir eleitores ao erro no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O caso ganhou repercussão após o registro de cerca de 26 mil votos anulados no primeiro turno das eleições no Distrito Federal. Segundo informações divulgadas pela imprensa, esses eleitores teriam digitado o número 22, em vez do 11, utilizado por Celina Leão na urna eletrônica.
O material reproduz elementos visuais associados à campanha da governadora, mas apresenta o número 22. A peça foi impressa em papel A4 comum e não contém identificação de autoria.
Um morador fotografou o panfleto e encaminhou as imagens a apoiadores de Celina. Segundo os relatos divulgados, o exemplar teria sido guardado para servir de registro do ocorrido.
A principal suspeita é de que a circulação do material possa confundir eleitores que desconhecem a numeração correta da candidata, levando-os a digitar um número diferente na urna eletrônica e provocar a anulação do voto. Essa hipótese, no entanto, depende de apuração, e ainda não há confirmação pública sobre os responsáveis pela produção ou distribuição dos impressos.
Governadora quer identificar responsáveis pela suposta armação
Celina Leão afirmou que pretende encaminhar o material às autoridades policiais para que sejam investigadas sua origem, a eventual produção em gráfica e a distribuição dos panfletos. O objetivo é identificar quem confeccionou, financiou ou divulgou a peça.
A governadora também mencionou a possibilidade de utilizar imagens de câmeras de segurança para auxiliar na identificação dos envolvidos. A investigação deverá esclarecer se houve uma ação deliberada para atribuir à candidata um número eleitoral diferente daquele registrado para sua campanha.
Até o momento, não há comprovação pública da autoria do material nem conclusão oficial de que tenha ocorrido crime eleitoral. A eventual responsabilização dependerá das evidências reunidas pelas autoridades competentes.

Número correto de Celina é 11
Durante a campanha eleitoral, Celina já havia alertado os eleitores sobre a importância de conferir a numeração antes de confirmar o voto. A diferença entre os números 11 e 22 voltou ao centro do debate após a divulgação dos votos anulados no primeiro turno e a descoberta do panfleto no Cruzeiro.
Ainda não há informações confirmadas sobre a quantidade de exemplares produzidos, a extensão da distribuição ou a existência de materiais semelhantes em outras regiões do Distrito Federal.
O pedido de investigação à PCDF e à Polícia Federal deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias do caso e verificar se o material foi utilizado com a intenção de confundir eleitores às vésperas do segundo turno.
Veja abaixo o vídeo da governadora comentando que vai acionar a PF e a PCDF:
Foto: Reprodução/Youtube
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