No último debate entre os pretendentes ao cargo de governador do DF, na noite de terça-feira (27), o candidato Leandro Grass, do PV, mostrou sua verdadeira face ao eleitor brasiliense perante as câmeras da emissora de TV que promoveu o encontro.
O distrital Leandro Grass, que caiu de paraquedas na disputa ao Buriti, ficou desconfortável quando Ibaneis Rocha, atual governador do DF e candidato à reeleição pelo MDB, citou que sua equipe de campanha é composta por ex-integrantes dos governos dos esquerdistas Agnelo Queiroz, do PT, e Rodrigo Rollemberg, do PSB.
“Isso é exatamente o tipo de política que ele vem fazendo, uma política da mentira escondendo os seus reais apoiadores, que são exatamente a turma do PT, do Agnelo, que também esteve preso, e tem a turma do Rodrigo Rollemberg. Esses são seus reais apoiadores e que você tenta esconder por trás dessa cara verde que você tem de PV. Você quer levar o DF novamente para o buraco junto com esse pessoal”, alfinetou Ibaneis Rocha.
Não é petista
Num outro momento, ao ser questionado sobre seu posicionamento sobre a ideologia de gênero nas escolas, tema que é defendido por partidos de esquerda que fazem parte da coligação de Grass, o candidato fez questão frisar que não é petista.
“Coronel, o meu partido é o Partido Verde, só para relembrar o senhor”, respondeu Leandro Grass com cara de quem não gostou da referência feita pelo candidato do PTB.
Para quem não se lembra, no passado, esse mesmo Leandro Grass que hoje defende o candidato do PT para presidente, Luis Inácio Lula da Silva, o criticava nas redes sociais. O distrital fez campanha para José Serra e Geraldo Alckmin, ambos candidatos tucanos na época, e Marina Silva, do Rede, em campanhas presidenciais anteriores.
Por interesse, nas eleições deste ano, Grass resolveu se ajoelhar e pedir a benção de Lula, que lhe foi dada a contragosto dos petistas e da militância. O candidato petista ao Planalto desprezou a campanha de Leandro Grass e esteve aqui apenas uma vez para não dizer que não fez graça ao distrital da ‘cara verde’.
Assim como Leandro Grass renega o PT, a militância petista renega o ‘companheiro fake’. No dia 2 de outubro, a ‘companheirada’ vai colocar o distrital no seu devido lugar. É só esperar. No PT é assim, mexeu com o partido e com Lula, mexeu com todos.
Foto: Reprodução/G1