Uma operação integrada das forças de segurança foi deflagrada nesta quinta-feira (8) para desarticular uma estrutura do Primeiro Comando da Capital (PCC) estabelecida no Distrito Federal. Ao todo, são cumpridos 21 mandados de prisão temporária e 27 de busca e apreensão no DF, em Goiás e em São Paulo.
Batizada de Operação Jubilados, a ação é coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Distrito Federal (FICCO/DF), em conjunto com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A operação conta ainda com equipes das polícias Civil, Militar e Penal, além de agentes de São Paulo.
Os mandados são cumpridos em São Sebastião, Itapoã, Samambaia, Sol Nascente, Ceilândia, Santa Maria, Candangolândia, Gama, Planaltina e Estrutural, além de unidades prisionais do Distrito Federal.
Também são realizadas diligências em Águas Lindas de Goiás (GO), Sorocaba (SP) e Indaiatuba (SP).
Operação é desdobramento de ação realizada em 2025
A Operação Jubilados é um desdobramento de outra operação deflagrada em dezembro de 2025. A análise do material apreendido naquela ocasião permitiu aos investigadores identificar novos suspeitos e aprofundar as apurações sobre o funcionamento do PCC no Distrito Federal.
Segundo as autoridades, os alvos desta nova fase são suspeitos de integrar a organização criminosa.
Grupo do PCC reunia cerca de 80 integrantes
De acordo com os investigadores, a estrutura criminosa utilizava grupos de mensagens para coordenar atividades e transmitir determinações internas.
Um dos grupos, chamado “Faculdade Brasília”, reunia aproximadamente 80 integrantes e funcionava como um canal de articulação do PCC. Por meio dele, eram compartilhadas informações, repassadas orientações, coordenadas atividades criminosas e organizada a arrecadação de recursos para a facção.
Outro grupo identificado durante as investigações recebeu o nome de “Juntos somos mais fortes DF”.
A análise das mensagens revelou ainda uma estrutura organizada em diferentes setores, responsáveis pelo controle de armas e munições, arrecadação financeira, cadastro de integrantes, assistência a presos, disciplina interna, recrutamento e expansão da organização criminosa.
PCC monitorava operações policiais e grupos rivais
A investigação também identificou um núcleo de inteligência e contrainteligência utilizado para compartilhar informações sobre operações policiais, prisões e investigações em andamento.
Segundo as autoridades, integrantes do grupo criminoso faziam levantamentos sobre membros de organizações criminosas rivais. Entre as informações reunidas estavam fotografias, endereços, antecedentes criminais e locais de atuação.
Outro ponto identificado pelos investigadores foi a expansão de locais de comercialização de drogas vinculados ao PCC. Esses pontos eram chamados internamente de “lojas” e seguiam regras próprias de cadastramento e arrecadação financeira.
Investigação continua após cumprimento dos mandados
Nesta fase da Operação Jubilados, os investigados são suspeitos principalmente do crime de integrar organização criminosa, cuja pena prevista é de três a oito anos de prisão, além de multa.
Outras infrações poderão ser identificadas no decorrer das apurações. A investigação continua com a análise do material apreendido nesta quinta-feira e com a identificação de outros possíveis integrantes da estrutura do PCC no Distrito Federal.
Foto: Divulgação/PCDF
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