A inadimplência no pagamento de aluguéis no Distrito Federal voltou a crescer após três meses consecutivos de queda. Em junho, o índice chegou a 2,16%, o maior patamar registrado desde fevereiro (2,67%), segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica. Apesar da alta, o DF manteve desempenho melhor que a média nacional, de 3,20%, e também abaixo da média da região Centro-Oeste, de 3%.
Na comparação com junho de 2025, quando a taxa era de 3,42%, houve redução de 1,26 ponto percentual, indicando que, apesar da recuperação recente da inadimplência, o cenário ainda é mais favorável do que o registrado há um ano.
Segundo Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, a oscilação do indicador reflete o impacto da inflação e dos juros elevados sobre o orçamento das famílias. “A inadimplência acompanha a pressão do custo de vida e reduz a capacidade de pagamento dos inquilinos”, afirma.
Centro-Oeste registra alta puxada por imóveis comerciais
Entre as regiões brasileiras, o Nordeste continua liderando a inadimplência, com 5,15%, seguido pelo Norte, com 4,30%. O Centro-Oeste voltou a registrar alta e fechou junho em 3%, enquanto o Sudeste caiu para 2,96% e o Sul manteve a menor taxa do país, com 2,71%.
Na região Centro-Oeste, os imóveis comerciais apresentaram o maior avanço da inadimplência, passando de 3,73% para 4,21%. As casas registraram 4,10%, enquanto os apartamentos mantiveram a menor taxa da região, com 1,96%, apesar da alta em relação ao mês anterior.
Aluguéis mais baratos concentram maior risco
No cenário nacional, os imóveis comerciais com aluguel de até R$ 1 mil seguem concentrando a maior inadimplência do país, com 7,40%. Entre os imóveis residenciais, a mesma faixa de valor também lidera o índice, com 6,27%.
De acordo com a Superlógica, o resultado reflete a maior vulnerabilidade financeira de micro e pequenas empresas e de famílias de menor renda, mais sensíveis ao aumento do custo de vida e ao crédito caro.
Imóveis acima de R$ 13 mil também preocupam
Outro destaque do levantamento são os imóveis com aluguel superior a R$ 13 mil, que ocupam a segunda posição entre as maiores taxas de inadimplência. Os imóveis comerciais registraram 4,63%, enquanto os residenciais chegaram a 5,42%, mesmo com recuo em relação ao mês anterior.
Segundo Manoel Gonçalves, esse segmento reúne empresários e empreendedores, que também enfrentam os efeitos da elevada carga tributária, da desaceleração da economia e dos juros elevados.
Comerciais seguem liderando inadimplência
Na análise por tipo de imóvel, os comerciais continuam registrando a maior taxa de inadimplência no Brasil, com 4,19%, seguidos pelas casas, com 3,45%, e pelos apartamentos, que encerraram junho com 2,16%.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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