• 25 de julho de 2021

GARIS EM RISCO | SLU pede à população para que faça o descarte correto de materiais cortantes

As coletas convencional e seletiva são feitas pelos garis do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e por cooperativas de catadores. Esses profissionais estão na linha de frente da limpeza pública do Distrito Federal e lidam diariamente com vários tipos de resíduos, como recicláveis, orgânicos e rejeitos.

Muitas vezes, esse descartes vêm acompanhados por materiais perfurocortantes, a exemplo de vidros, agulhas, pregos e seringas. A consequência disso: só no primeiro semestre deste ano, já foram registrados 62 acidentes com garis na hora da coleta, devido a presença desses materiais no lixo doméstico.

O descarte incorreto desse tipo de material aumenta o risco de acidentes de trabalho entre os coletores. Na semana passada, o gari Eduardo de Souza foi recolher um saco de lixo e acabou cortando o dedo em um pedaço de vidro descartado de forma errada. Foi encaminhado ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e precisou receber seis pontos no local ferido.

“Estava de luva e mesmo assim cortei o dedo. Foi a primeira vez que aconteceu comigo, mas tenho amigos que já furaram a mão com seringa e tiveram outros acidentes do tipo”, Eduardo de Souza, gari

“Estava de luva e mesmo assim cortei o dedo. Foi a primeira vez que aconteceu comigo, mas tenho amigos que já furaram a mão com seringa e tiveram outros acidentes do tipo. Boa parte das pessoas coloca o vidro dentro de uma garrafa PET, de um papelão, mas nem todos têm esse cuidado”, explica Eduardo.

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Os coletores do SLU utilizam equipamentos de proteção individual (EPI), como luvas de proteção, uniformes com camisa de manga comprida e calça, além de calçados fechados tipo bota. Esses cuidados reduzem os riscos, mas acidentes ainda fazem parte da rotina dos profissionais, principalmente com relação ao descarte de vidro quebrado.

O engenheiro de Segurança do Trabalho do SLU, Pedro Magalhães, explica que a população deve ter cuidado na hora de descartar materiais cortantes, justamente pelos riscos que oferecem aos garis. “Não se deve descartar o vidro quebrado, por exemplo, diretamente dentro do saco de lixo”, afirma.

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“O vidro deve ser embrulhado em um papel de jornal ou colocado dentro de uma caixa de leite ou garrafa PET, exatamente para proteger o coletor, para que ele não entre em contato com o vidro quebrado”, ensina. Magalhães pontua, ainda, que, caso isso não seja possível, o cidadão deve identificar o saco de lixo com os dizeres “material cortante”.

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Dicas

Estas são as principais dicas do SLU para o descarte correto de materiais perfurocortantes e/ou perigosos:

. Embrulhe os pedaços de vidro, espelho, ampolas e outros perfurocortantes em jornais, papelões, caixas de sapato ou de leite e garrafas PET;
. Se possível, identifique o tipo de material naquela embalagem, para o gari manusear com cuidado;
. Você também pode identificar no saco de lixo que ali há um resíduo cortante, assim o coletor e outras pessoas que manusearão o saco ficarão cientes dos riscos;
. Pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes e eletroeletrônicos devem ser entregues em pontos de coleta; e medicamentos vencidos e seringas, em farmácias ou postos de saúde;
. Coloque o lixo em sacos resistentes e bem fechados.

(Agência Brasília)

Foto: Paulo H. Carvalho/Ag. Brasília

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