• 27 de junho de 2019

BRB oficializa supersalários para advogados e demais carreiras ficam no prejuízo

Enquanto o governador do DF, Ibaneis Rocha e o secretário de Fazenda, André Clemente estão se virando para não deixar o GDF quebrar a exemplo do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e outros estados brasileiros, a atual diretoria do Banco Regional de Brasília (BRB) esbanja riqueza realizando concursos com supersalários para pagar advogados com dinheiro público.

No edital lançado pelo BRB, na última sexta-feira (17), voltado para preencher vaga no cargo de advogado junior, por meio de concurso público, o atrativo principal é o salário: R$ 19,5 mil. Esse valor destoa do mesmo tipo de cargo em bancos como Banco do Brasil e Caixa que pagam 9.857/mensal e R$12.901/mensal, respectivamente.

Para receber essa bolada no final do mês, os interessados devem se inscrever no certame, no período de 23 de junho a 29 de julho e pagar R$ 88.

O baqueado banco de Brasília oferece, além da remuneração de R$ 19,5 mil,  benefícios como; participação nos lucros da empresa, possibilidade de participação em plano de saúde e plano de previdência complementar, auxílio-refeição, auxílio-alimentação e ainda ganha honorários das causas em que atuará em nome do BRB (LEI Nº 5.369, de 09 de julho de 2014).

O processo seletivo com esse supersalário deixou os demais funcionários revoltados diante de tamanho menosprezo pelos outros cargos do banco. Ainda mais quando a empresa está sendo investigada por desvios de recursos e corrupção cometidos pela antiga diretoria. Fora que o serviço prestado aos clientes é sempre questionado.

O BRB é um banco que não acompanhou a evolução do tempo. Os clientes, que são em sua maioria servidores do GDF, não dispõem de um aplicativo para realizar suas operações e o tal do sistema está sempre fora do ar.

De acordo com cálculos feitos pelo blog Radar/DF, o futuro funcionário embolsará no final do mês quase R$ 35 mil, quase próximo o que faturam os advogados mais antigos do banco brasiliense que chegam a receber R$ 40 mil.

O Radar-DF também constatou que no mercado de Brasília, o setor privado que segue a Lei Distrital nº 5.368/2014, paga a um profissional o salário de R$ 2.669,42 para quatro horas diárias ou 20 horas semanais e R$ 3.981,77 para oito horas diárias ou 40 horas semanais. Os dados são de 2018.

A discrepância é grande entre o que paga o BRB e outras instituições financeiras. O banco conta com um quadro de 3.280 empregados. Muitos dos funcionários da instituição ganham mais do que prevê a lei.

O ex-presidente do BRB,  Vasco Cunha Gonçalves, que foi para a cadeia por crime de corrupção, tinha um salário de R$ 45 mil. Ele deixou o Banco de Brasilia no início deste ano, para dirigir o banco estatal do Espírito Santo, mas foi preso pela Operação Circus Maximus, da Polícia Federal.

A operação ainda apura um suposto esquema de propina e má gestão de investimentos do BRB em fundos de pensão. O banco administra vários fundos, abastecidos com dinheiro de servidores estaduais e municipais de outras unidades da Federação. O rombo, apenas neste caso, foi de mais de 40 milhões de reais.

A mamata dos supersalários somada ao histórico de corrupção e maus serviços prestados vem abalando a imagem da instituição bancária nesses últimos dez anos. Esse caos têm feito o governador Ibaneis Rocha não descartar a hipótese de privatizar o BRB.

A maioria dos funcionários, que não possuem o privilégio dos altos salários, estão desesperados e fazem um movimento interno e silencioso contra a atual diretoria que lançou três editais  de processo seletivo em sequência. Quem carrega o piano sempre ganha menos do que quem toca.

Da Redação com informações adaptadas do blog Radar/DF

expressaobrasiliense

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