• 26 de maio de 2024

Brasília sob a mira do PCC

A transferência de presos do PCC, a maior facção criminosa do país, para a penitenciária federal de Brasília, no decorrer da semana deixou a população em estado de alerta. Com a vinda de líderes do grupo para o presídio, familiares e integrantes do bando devem se instalar na capital federal para manter contato com eles. Apesar de ser por apenas 1 ano, a sensação de insegurança e o medo de possíveis ataques ao estilo PCC têm deixado os moradores do DF com medo.

O Judiciário já vinha ensaiando a transferência desses presos para Brasília desde o ano passado. O governo Temer que bateu o pé e não deixou que isso ocorresse. Já no governo Bolsonaro, o próprio ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro foi quem articulou a ação de isolamento dos líderes do PCC. Moro ligou para o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB) e comunicou que o governo em conjunto com a Justiça já estavam acertados em trazer presos da facção para a Papuda, onde fica a penitenciária federal.

Temendo que Brasília sofra as retaliações por parte do grupo chefiado por Marcola, Ibaneis pediu ao governo federal reforço na segurança do DF. A Polícia Civil da capital já vem monitorando as tentativas do PCC de expandir as suas células por aqui já faz tempo. Uma explosão de caixas eletrônicos num shopping nas proximidades do Lago Paranoá, onde chegou a ter um confronto entre policiais e bandidos fortemente armados, no fim de 2018, é atribuída à facção. Ou seja, a organização criminosa de Marcola já está por aqui. E o que isso quer dizer? Brasília já está sob a mira do PCC. Há quem diga que nos presídios da Região Metropolitana já ocorreram alguns batizados, ritual realizado para adesão de bandidos ao grupo.

Portanto, vamos ter que ter mais atenção ao circular pelas ruas do DF porque esse pessoal gosta de sequestrar as pessoas, matar aleatoriamente para protestar contra o Estado e tem como característica incendiar ônibus e atacar policiais. Fique atento! Já estamos sob a mira deles.

Da Redação

Foto: Ed Alves/Correio Braziliense

Expressão Brasiliense

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