• 18 de julho de 2024

O FINO DA POLÍTICA | Mesmo com a popularidade em alta, futuro político de Ibaneis Rocha é uma incógnita

Mesmo com a popularidade em alta, futuro político de Ibaneis Rocha é uma incógnita

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

A notícia de que o governador Ibaneis Rocha, do MDB, pode ficar de fora das eleições de 2026 movimentou os bastidores da política brasiliense durante a semana que passou na capital federal. Apesar do emedebista não ter dado nenhuma declaração nesse sentido, a especulação sobre a possibilidade de Ibaneis não concorrer no próximo pleito eleitoral mexeu com as lideranças políticas da cidade. Fontes palacianas afirmaram para a coluna O Fino da Política que o governador quer honrar o compromisso assumido na campanha com a população de entregar todas as obras que estão em andamento e as que ainda vão começar, como o Hospital do Recanto das Emas, o Hospital do Câncer, o Hospital do Guará, a duplicação da BR-080 (Taguatinga-Brazlândia), entre outras.

Ibaneis Rocha tem acompanhado de perto o andamento de todos os projetos e tem dito a seus auxiliares que faz questão de entregar uma a uma antes de sair do Buriti. Sobre os boatos de que Ibaneis não concorra a nenhum cargo eletivo em 2026, uma das fontes afirmou que “pode acontecer”. Assessores mais próximos ao governador avaliam que o chefe tem o perfil mais para atuar no Executivo do que no Legislativo. Como Ibaneis Rocha é um homem bem resolvido financeiramente e não entrou para a política para fazer carreira, e muito menos receber salário, dar uma pausa nessa vida frenética que ele tem vivido nos últimos anos pode lhe fazer bem. “Até para o povo sentir saudade dele, já que o seu governo vai ficar marcado pelas grandes obras e transformações em praticamente todos os setores”, apontou a fonte. Uma coisa é certa: Ibaneis não vai sair da política. Ele gosta do que faz, mas, pelo visto, até agora o governador não viu no cargo de senador algo que possa empolga-lo. Ibaneis Rocha não se enxerga tendo que participar das negociatas e do jogo de cena que ocorrem no Congresso Nacional.

Grupo pode perder espaço

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Caso os boatos se confirmem lá na frente, o grupo político que tem Ibaneis Rocha como principal líder pode vir a perder espaço. Contudo, se em 2026 os números apontarem que mesmo ficando de fora do pleito eleitoral ele consiga emplacar um sucessor, no caso, uma sucessora, tendo em vista que a vice-governadora, Celina Leão, do PP, já foi declarada como sua candidata ao Buriti, Ibaneis poderá concorrer em 2030 ao GDF e, se eleito for, poderá ficar até 2038.

Se o emedebista permanecer no cargo em 2026, Celina terá o apoio irrestrito de Ibaneis, mas caberá a ela tentar se eleger sem ter o poder da caneta na mão e a estrutura da máquina governamental, que faz toda a diferença numa campanha eleitoral. O desafio vai ser grande para a leoa se as especulações se tornarem reais, principalmente porque ela terá que viabilizar o apoio de outros partidos para a sua candidatura. 

Bolsonaristas podem lançar candidatura própria

Foto: Reprodução/Google Imagens

Quem está vibrando com esses boatos são as lideranças bolsonaristas da capital federal. Apesar de Celina se declarar apoiadora do ex-presidente, ela não integra o grupo de líderes brasilienses mais próximos a Jair Bolsonaro. Assim que a notícia tomou conta dos bastidores, os ‘bolsonaristas-raiz’ começaram a avaliar os cenários e ventilam a possibilidade de alguém da ‘panelinha’ se lançar. O sonho de consumo desse grupo é ter a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do PL, disputando a cadeira número 1 do Buriti. Um dos entraves pode ser o próprio Bolsonaro, que tem dado declarações que a esposa e os filhos não vão entrar em disputa para os governos estaduais e que os integrantes do clã, no máximo, devem pleitear cargos nos legislativos.

Possível aliança entre MDB e PT para 2026

Foto: Reprodução/Google Imagens

Em meio a tanto ti-ti-ti, teve gente que apontou que uma aliança nacional entre MDB e PT está sendo construída para 2026 e que essa união pode influenciar nas composições políticas nos estados. Dessa forma, o MDB e o PT do DF teriam que reeditar a parceria como a que elegeu Agnelo e Filippelli em 2010. No entanto, a experiência do eleitor brasiliense com a dupla não foi das melhores. A possibilidade de uma eventual ‘nova aliança’ entre MDB e PT no DF não está descartada, principalmente se a ordem vier de cima para baixo. Oficialmente, o PT-DF se declara oposição ao governo Ibaneis. Mas quem acompanha o dia a dia da política brasiliense sabe que esse é apenas um posicionamento que não tem sido executado na prática pelas principais lideranças petistas.

Petistas da capital federal querem legenda concorrendo ao GDF

Foto: Reprodução/Facebook

As diferentes correntes políticas do PT-DF têm se movimentado nos bastidores para evitar que a legenda seja engolida novamente na disputa majoritária como em 2022 e deixe de encabeçar a chapa ao Buriti. Recentemente, o deputado federal, Reginaldo Veras, do PV-DF, anunciou que vai concorrer ao GDF nas próximas eleições. Em seguida, foi a vez do ex-distrital e candidato derrotado ao Buriti em 2022, Leandro Grass, também do PV-DF, declarar que vai disputar o Buriti em 2026. Diante das manifestações dos ‘companheiros verdes’, a militância petista resolveu não ficar parada e começou a se movimentar. A ‘companheirada’ quer que dessa vez o PT seja o cabeça de chapa. “Eles podem compor a chapa, mas quem vai liderar e encabeçar essa aliança seremos nós. O PT do DF tem muita força. Sem a gente, o Grass não teria nem 5% dos votos. A vez dele passou”, alertou a fonte petista.

* José Fernando Vilela é jornalista com especialização em marketing político e eleitoral. Já  trabalhou em diversos órgãos públicos (GDF/CLDF/Câmara/Senado) e iniciativa privada. É editor-chefe, analista político e colunista do Expressão Brasiliense, e é presidente da ABBP – Associação Brasileira de Portais de Notícias – desde 2021.

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José Fernando Vilela

José Fernando Vilela é jornalista com especialização em marketing político e eleitoral e trabalhou em diversos órgãos públicos (GDF/CLDF/Câmara/Senado), partidos políticos, parlamentares e iniciativa privada. É editor-chefe, analista político e colunista do portal Expressão Brasiliense. É presidente da ABBP - Associação Brasileira de Portais de Notícias - desde 2021.

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