• 22 de abril de 2024

O FINO DA POLÍTICA | Com o nome de Celina consolidado para o Buriti, disputa pelas vagas de vice e ao Senado na chapa da leoa está deflagrada nos bastidores

Com o nome de Celina consolidado para o Buriti, disputa pelas vagas de vice e ao Senado na chapa da leoa está deflagrada nos bastidores

Com o nome de Celina consolidado para o Buriti, disputa pelas vagas de vice e ao Senado na chapa da leoa está deflagrada nos bastidores
Foto: Eurico Eduardo/CLDF

Na semana que completou mais um ano de vida, a vice-governadora do DF, Celina Leão, do PP, ganhou presentes especiais como o título de Cidadã Honorária de Brasília e as declarações de apoio na corrida ao Buriti em 2026 por parte da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da senadora Damares Alves, do Republicanos-DF. Nos bastidores, o nome da leoa, como ela também é chamada no meio político, está consolidado. Como ainda falta um tempo considerável para as próximas eleições no DF, as alianças para 2026 poderão ser firmadas com calma. Contudo, a disputa pela vaga de vice de Celina e as duas vagas ao Senado já estão ocorrendo nos bastidores.

Definição passa por Ibaneis

Definição passa por Ibaneis
Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

Apesar desse frisson em torno da leoa, a definição de nomes para a composição da chapa majoritária de Celina vai passar pelo governador Ibaneis Rocha, do MDB. O emedebista e a progressista atuam em sintonia. Ibaneis já manifestou publicamente que pode concorrer ao Senado em 2026, porém, há rumores que ele possa ficar de fora. Entre seus auxiliares, a maioria reconhece que o chefe tem um perfil político mais voltado para o Executivo do que para o Legislativo. Se ele decidir concorrer, uma das duas vagas ao Senado na chapa será dele. Caso Ibaneis fique fora da disputa, o MDB pode indicar um nome para ser vice de Celina. O partido hoje é comandado pelo distrital Wellington Luiz, fiel escudeiro da leoa. A legenda tem em seus quadros bons nomes para compor essa aliança.

Aliança bolsonarista

Aliança bolsonarista
Foto: Eurico Eduardo/CLDF

Na sessão de outorga do título de Cidadã Honorária, Michelle Bolsonaro e Damares Alves sinalizaram que Celina terá o apoio delas e do ex-presidente Jair Bolsonaro nessa disputa. A declaração de Michelle pôs fim às especulações e as fake news plantadas pela esquerda de que ela poderia bater chapa contra a leoa. Com isso, o PL, partido de Michelle, deve compor a aliança de Celina. A legenda no DF é comandada pela deputada federal Bia Kicis. Como o futuro político da ex-primeira-dama está indefinido devido aos rumores de que ela pode concorrer a vaga de Sérgio Moro, caso ele seja cassado, o PL está preso a essa decisão. Se Michelle for entrar na política brasiliense, certamente, ela deve concorrer ao Senado. Se não for a ex-primeira-dama, Bia Kicis pode entrar na disputa ao Senado. A sigla vai ter que aguardar uma série de definições para poder manifestar seus interesses.

Um pé atrás com o Republicanos

Um pé atrás com o Republicanos
Foto: Reprodução/Google Imagens

Mesmo a senadora Damares tendo ‘profetizado’ que Celina será a próxima governadora, ela não fala pelo Republicanos e a posição definitiva de sua sigla não passa por ela. O Republicanos é uma legenda que se movimenta sempre de forma suspeita e todo mundo fica um pé atrás com os ‘irmãos’. Atualmente, o partido é um dos que mais tem cargos no GDF e, mesmo assim, a legenda tem em seu quadro o deputado federal Fred Linhares que todos os dias esculhamba o governo em seu programa de rádio e na TV. Nos bastidores, há rumores de que a sigla tem desejo de indicar o vice na chapa de Celina. O problema é o tamanho da goela republicana. Sempre querem mais que os outros.

Sede de poder de PO atrapalha o PSD

Sede de poder de PO atrapalha o PSD
Foto: Divulgação/PSD

Outra legenda que tem tudo para integrar essa aliança é o PSD. O partido tem hoje dois distritais e faz parte da base governista na CLDF. No entanto, o presidente da sigla, o ex-vice-governador do DF e empresário Paulo Octávio gosta de decidir suas articulações nos acréscimos do segundo tempo. Em 2022, PO estava cotado para ser vice de Ibaneis, ficou fazendo doce, viajou para casar um filho e perdeu o lugar. A atitude do empresário o deixou isolado e hoje ele tenta se reposicionar no cenário. Devido a essa sua instabilidade, ele deverá ser o último a ser procurado. Nos bastidores, fontes sustentam que o grupo Ibaneis-Celina vai esperar ele sinalizar se vai compor ou se vai para mais um projeto kamikaze.

União pode surpreender

União pode surpreender
Foto: Reprodução/Google Imagens

Um partido que pode surpreender é o União Brasil. A legenda comandada pelo advogado Manoel Arruda costuma ter uma atuação discreta, porém, pontual. Em 2022, a sigla decidiu ficar com Ibaneis e tirou da disputa o ex-senador Reguffe. Hoje, o partido está integrado à base governista e tende a marchar com a leoa. O União também tem nomes que podem ser indicados para ser vice de Celina.

Vice de partido pequeno

Vice de partido pequeno
Foto: Reprodução/Google Imagens

Mesmo o cenário sinalizando que Celina Leão terá o apoio de partidos grandes, não se pode descartar que o nome do vice da leoa possa vir de um partido pequeno. Celina tem um perfil de ser bem atuante, enérgica e gosta de estar a par de tudo o que está acontecendo. Ter um vice com esse mesmo perfil pode atrapalhar e dependendo dos nomes indicados pelos outros partidos, a melhor opção seja alguém ao seu lado que atue de forma discreta e não ofusque a sua luz. Bom, ainda falta tempo, mas 2026 está bem ali. 

* José Fernando Vilela é jornalista com especialização em marketing político e eleitoral. Já trabalhou em diversos órgãos públicos (GDF/CLDF/Câmara/Senado) e iniciativa privada. É editor-chefe, analista político e colunista do Expressão Brasiliense, e é presidente da ABBP – Associação Brasileira de Portais de Notícias – desde 2021. Apresenta o programa Viva a sua Cidade, de segunda a sexta, das 11h às 13h, na Viva FM 101.3.  

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José Fernando Vilela

José Fernando Vilela é jornalista com especialização em marketing político e eleitoral e trabalhou em diversos órgãos públicos (GDF/CLDF/Câmara/Senado), partidos políticos, parlamentares e iniciativa privada. É editor-chefe, analista político e colunista do portal Expressão Brasiliense. É presidente da ABBP - Associação Brasileira de Portais de Notícias - desde 2021.

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