O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) está mobilizado para executar a Operação Verde Vivo 2026, e o uso de equipamentos tecnológicos e inovadores será uma ferramenta importante no combate aos incêndios durante a estiagem, período que registra aumento das queimadas em diversas regiões da capital federal.
Para o comandante-geral, coronel Alves Barcelos, a principal meta da Operação Verde Vivo neste ano é evitar a ocorrência de mortes. “Ano passado tivemos a perda de três vidas. E, para este ano, vamos nos esforçar para que não tenhamos nenhuma”, afirmou.
Um dos principais aliados para o sucesso da Verde Vivo é o uso de recursos e equipamentos tecnológicos. De acordo com o subcomandante do CBMDF, coronel Murilo Nunes, ao longo dos anos, desde quando a operação passou a integrar as ações da corporação, os avanços tecnológicos nos equipamentos melhoraram a atuação dos bombeiros e a eficiência no atendimento das ocorrências.
“Em relação ao passado, hoje até a nossa vestimenta é mais adequada para a nossa atividade. A gente não tinha um soprador, era um abafador manual. Então melhorou muito, muito mesmo”, ressaltou o subcomandante.
Além da melhoria nos equipamentos de proteção individual (EPIs), a tecnologia também contribuiu para agilizar o monitoramento de grandes áreas verdes espalhadas por todo o Distrito Federal.
O tenente-coronel Bruno Marcelino, do Grupamento de Proteção Ambiental, destacou que a corporação conta atualmente com bombeiros especializados em georreferenciamento, com expertise para acompanhar informações enviadas por satélites.

“Eles (os satélites) servem para a gente detectar, no caso de grandes queimadas, qual a origem daquele incêndio. A precisão desses equipamentos é muito maior hoje e também nos favorece para que possamos dar suporte à Polícia Civil do DF na investigação e autuação do suposto autor de um incêndio”, explicou.
A Operação Verde Vivo 2026 também terá o reforço de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), que instalaram câmeras de alta resolução na Torre Digital, localizada na região do Grande Colorado, capazes de medir a temperatura de territórios e alcançar aproximação de até 400x.
Outro recurso que será bastante utilizado neste ano serão os drones. “Esses equipamentos são usados para fazer rondas, acessar locais de difícil acesso e detectar precocemente eventuais áreas sensíveis a incêndios”, observou o bombeiro militar.
Operação Verde Vivo 2026
Conforme o planejamento do CBMDF, a Operação Verde Vivo deste ano contará com um efetivo diário de 600 bombeiros, podendo chegar a 1,5 mil militares em casos de grandes emergências.

O CBMDF também dispõe de viaturas equipadas para o combate a incêndios florestais. Entre as metas deste ano está a redução das áreas queimadas. Em 2025, a Operação Verde Vivo registrou queda de 30,68% nas áreas atingidas pelo fogo em relação ao ano anterior.
Foto: José Fernando Vilela/Expressão Brasiliense
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