Victor Lima Sedlmaier, um dos investigados na 6ª fase da Operação Compliance Zero, foi preso neste sábado (16) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e desembarcou no fim da tarde no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, sob custódia da Polícia Federal (PF).
Segundo a PF, Sedlmaier estava entre os alvos dos mandados expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator das investigações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do extinto Banco Master.
Ao chegar ao Brasil, o investigado teve o mandado de prisão preventiva cumprido imediatamente.
Suspeita de integrar grupo hacker ligado a Daniel Vorcaro
De acordo com as investigações, Victor Lima Sedlmaier é suspeito de integrar o grupo conhecido como “Os Meninos”, apontado pela Polícia Federal como uma organização especializada em:
- ataques cibernéticos;
- invasões telemáticas;
- derrubada de perfis digitais;
- monitoramento ilegal.
A PF apura a atuação de Sedlmaier ao lado de David Henrique Alves e Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos, investigados por supostamente atuarem como o chamado “braço tecnológico” de Daniel Vorcaro.
Segundo as apurações, o trio teria recebido cerca de R$ 35 mil mensais para executar operações digitais clandestinas em benefício do empresário.
Cooperação internacional resultou na deportação
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a prisão foi viabilizada por meio de cooperação internacional via Interpol com as autoridades de Dubai.
Sedlmaier foi localizado no aeroporto da cidade e impedido de ingressar no país.
Em nota oficial, a Polícia Federal informou que “em razão da existência de mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal acionou mecanismos de cooperação policial internacional junto às autoridades daquele país, o que resultou na não admissão do investigado em Dubai e em sua imediata deportação ao Brasil.”
Defesa nega fuga e contesta versão da PF
A defesa de Victor Lima Sedlmaier negou que ele estivesse foragido e afirmou que o investigado vinha colaborando com as autoridades desde março de 2026, quando teve celulares, computadores e outros bens apreendidos.
Os advogados sustentam que a viagem internacional ocorreu de forma regular, com passaporte emitido pela própria Polícia Federal e sem qualquer restrição judicial ativa à época.
“A saída do país ocorreu de forma absolutamente regular, transparente e autorizada pelos órgãos oficiais brasileiros”, diz trecho da nota.
A defesa também alegou não ter acesso integral aos autos da investigação, o que, segundo os advogados, comprometeria o pleno exercício do direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório.
Operação Compliance Zero mira esquema de espionagem digital
A Operação Compliance Zero apura um suposto esquema de espionagem digital, invasão de sistemas e monitoramento clandestino, com desdobramentos ligados ao núcleo empresarial investigado no caso Banco Master.
Na fase mais recente da operação, deflagrada na última quinta-feira (14), foram decretadas sete prisões preventivas.
Sedlmaier era o único alvo ainda não localizado até sua prisão em Dubai.
Foto: Reprodução/X
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