A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (4), o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades na gestão da instituição financeira.
A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, em sua primeira decisão no caso após assumir a relatoria do inquérito.
Vorcaro foi preso em sua residência, em São Paulo, no início da manhã, e encaminhado à Superintendência da PF na capital paulista. Além dele, foram expedidos outros três mandados de prisão e 15 mandados de busca e apreensão, cumpridos nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Crimes investigados na Operação Compliance Zero
A terceira fase da Operação Compliance Zero apura a possível prática dos crimes de:
- ameaça
- corrupção
- lavagem de dinheiro
- invasão de dispositivos informáticos
Segundo a PF, os delitos teriam sido praticados por uma organização criminosa ligada à gestão do Banco Master. As investigações contaram com apoio técnico do Banco Central do Brasil.
Em nota, a Polícia Federal informou que também foram determinadas:
- ordens de afastamento de cargos públicos
- sequestro e bloqueio de bens
- restrição de ativos financeiros
O montante pode chegar a R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas.
Servidores do Banco Central afastados
Entre os alvos da operação estão o ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, e o servidor da autarquia Bellini Santana.
Os dois deixaram os cargos no Departamento de Supervisão Bancária (Desup) no fim de janeiro, em meio a uma investigação interna do Banco Central sobre o Banco Master.
Quando promoveu os afastamentos, o Banco Central comunicou formalmente a Polícia Federal sobre os indícios encontrados na apuração interna. Segundo fontes, a investigação administrativa chegou a um limite operacional, diante da impossibilidade de realizar quebras de sigilo e outras medidas que dependem de autorização judicial.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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