Ericka Filippelli quer uma Brasília mais igual e que ofereça oportunidades a todos

A brasiliense Ericka Filippelli decidiu se candidatar pela primeira vez a um cargo eletivo. Casada com um dos filhos do ex-vice-governador do DF, Tadeu Filippelli, a publicitária se sentiu tocada pela vontade em ajudar o próximo, em especial às mulheres, e está concorrendo ao cargo de deputada distrital pelo MDB nestas eleições. A presidente do MDB – Mulher do DF, tem 39 anos, mas atua no meio político desde 2010. Apesar de sua aparência jovial, Ericka demonstra que tem bagagem em gestão pública e confidencia que irá trabalhar muito em prol das mulheres brasiliense. Confira a entrevista que a candidata à distrital concedeu ao Expressão Brasiliense.

Expressão Brasiliense: Quem é a Ericka Filippelli?

Ericka Filippelli: Sou publicitária, casada, mãe de dois filhos e sou presidente do MDB Mulher/DF há 8 anos. Sou uma apaixonada por políticas voltadas para às mulheres. Pretendo atuar na defesa da mulher e na geração de emprego e renda para todo o DF.

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EB: E como surgiu essa vontade de se envolver com a política? Tem alguma relação com o convívio familiar?

EF: Esse convívio familiar, com certeza, influenciou, mas não foi especificamente por isso. Claro que ajudou. Entretanto, a minha família é muito politizada. Eu cresci num meio onde as pessoas sempre falavam da importância de se envolver com a política e participar das decisões. Minha mãe sempre levou a política para dentro de casa.

EB: Mas a convivência com a família de um político não influenciou de alguma forma?

EF: Sim. Quando comecei a conviver com meus sogros, eu passei a vivenciar essa experiência com o meio político de forma mais direta. Na verdade, foi com eles que comecei a ver como era ser político. Porém, confesso que num primeiro instante não me senti atraída pela política. Essa minha atração pela política só veio ocorrer em 2010 quando fui coordenar as equipes de campo do MDB do DF.

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EB: Como foi essa atração?

EF: Eu me apaixonei pela realidade que eu me deparei. Digamos que eu me encontrei quando isso aconteceu em 2010. Passei a conviver com líderes comunitários e saber das suas necessidades e anseios. Isso mexeu comigo. Eu percebi que podia dar a minha contribuição, que podia ajudar essas pessoas e as comunidades que eles representavam. Me destaquei e aí veio o convite para integrar o MDB Mulher. Quando me elegi para presidir esse segmento do partido, eu decidir ir atrás dessas pessoas para poder ajudá-las de forma real. Não queria só levar a política em si, queria apresentar projetos que ajudassem a transformar suas vidas. Para mim, a política não se resume em apenas incluir as mulheres na participação nas decisões, tem que ir além. Foi aí que surgiu o Mulher em Ação. Esse projeto cresceu de tal forma que o diretório nacional abraçou a nossa ideia que consistia em proporcionar à mulher ter acesso àquilo que lhe é de direito. Hoje, o Mulher em Ação está em todos os estados.

EB: Então essa vontade de ser tornar política surgiu em 2010?

EF: Nessa época, as pessoas me diziam: ah, você vai se tornar política. Sinceramente, eu ainda não sentia essa vontade no meu coração. Eu gostava de ajudar as pessoas. Em 2014, havia o impedimento legal por meu sogro ser o vice-governador. Após 2014, nós tivemos uma conversa e ele me disse que havia chegado a hora, que eu já tinha trabalho e que precisava me preparar já que essa era a vontade de vários membros do partido. E aí, vim me preparando para chegar a esse momento de hoje. Decidi que tinha que conquistar meu espaço e passar a trabalhar por aquilo que acredito.

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EB: Bom, e agora como candidata, quais são as bandeiras da Ericka Filippelli?

EF: Eu estive nos últimos dois anos trabalhando com secretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres e também estive à frente do programa Mulheres Transformadoras aqui no Distrito Federal.

EB: Então, você já exerceu um cargo político?

EF: Tive essa experiência em cargo político e no Poder Executivo. Cheguei a ser a substituta da secretária especial por mais de 1 ano. O órgão cuida do Disque 180 (Central de Atendimento que recebe denúncias ou relatos de violência contra às mulheres) e da Casa da Mulher Brasileira. Na secretaria, sob a minha coordenação, criamos a Rede Brasil Mulher. A minha bandeira principal é a defesa da mulher, é lutar pelos direitos das mulheres, é lutar pelo atendimento adequado na rede de saúde, é lutar para que a mulher tenha mais emprego e renda, é lutar para que ela tenha mais acesso à educação, que tenha um lugar decente para deixar seu filho para que possa trabalhar, enfim, proporcionar mais dignidade às mulheres. A mulher tem que ter as mesmas oportunidades que os homens no mercado de trabalho, ter renda equiparada, ter mais acesso a capacitação e desenvolvimento profissional. A mulher tem o dom de multiplicar aquilo que ele recebe. Existem muitas possibilidades, mas precisa que alguém as representem para que possa ter voz. A questão da violência contra a mulher tem índices altos. Não podemos nos calar. O feminicídio está crescendo muito. Precisamos nos antecipar a esse tipo de situação com ações que promovam a mulher dando a ela informação, capacitação e conhecimento. A mulher tem que ter o seu caminho, tem que ser autônoma.

EB: E como você vê a política para as mulheres do atual governo?

EF: O atual governo fechou parcialmente a Delegacia da Mulher. A delegacia não funciona mais 24 horas, como era antes, e fecha durante o fim de semana. Isso é inaceitável. Quantos casos de violência contra à mulher estão deixando de ser registrados devido à incompetência dos atuais gestores. É inadmissível. A Casa da Mulher Brasileira do DF está interditada. O índice de feminicídio só vem crescendo. Ou seja, aonde vamos parar? A política para mulher é muito especial e tem que ser redobrada. Mas, tem outras políticas que foram deixadas de lado pelo governo do DF.

EB: E o que está faltando?

EF: Olha, o essencial é que haja mais participação feminina nas decisões políticas. Precisamos que se tenham mais mulheres no Congresso Nacional, na Câmara Legislativa, veja bem, não queremos ser apenas número, nós queremos representatividade.

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EB: Ericka, e como você tem sentido a sua aceitação do seu nome nas ruas?

EF: Olha, eu tenho percebido que muitos eleitores estão querendo conhecer bem quem são os candidatos, o que já fez, qual é a sua história de vida. Os eleitores estão bem criteriosos, mas tenho visto e sentido que estou sendo muito bem recebida, penso que muito por minhas ideias e pelo trabalho e história.

EB: E qual o recado que a Ericka Filippelli deixa para os eleitores brasilienses?

EF: Nós temos ouvido muito as pessoas dizerem que não querem saber de política. Só existe uma forma, uma chave, uma chance de mudar tudo isso. É participar. Tem que ir votar e aproveitar para renovar o atual cenário. Conheça o trabalho dos candidatos, veja quem são, se tem história, o que já fez. Nós precisamos do novo, mas do novo que saiba o que vai fazer. Precisamos reduzir os números do desemprego, as altas taxas de juros. Que Brasília volte a crescer e volte a ser um lugar que oferece oportunidades para todos.

Da Redação

Fotos: Divulgação/Arquivo Pessoal

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