Cristovam Buarque: o passado bate à porta

A verdade volta a assombrar o “mestre” Cristovam, livro publicado revela a outra face do “mestre”

O mestre e reitor da Universidade de Brasília (UnB) Cristovam Buarque viveu momentos áureos na UnB de 1985 a 1989, porém, passagem nebulosa no mercado imobiliário da Capital da República.

Segundo revelou o também professor da UNB, Expedicto Mendonça, a passagem catastrófica de Cristovam Buarque na reitoria causando um prejuízo de bilhões de reais.

Essa história tem começo e meio, falta o fim. Cristovam Buarque quando reitor geria o patrimônio bilionário em imóveis da Universidade de Brasília. Segundo o ex-amigo, Expedicto Mendonça, Cristovam vendeu 10 projeções (lotes) em localização privilegiada e avaliado à época por mais de 2 bilhões de reais para a antiga Encol e empreiteiras escolhidas a dedo. A venda foi uma espécie de toma lá, dá cá, sem licitação, sem concorrência e de acordo com professores da UNB, uma verdadeira ação entre amigos.

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Com a dilapidação do patrimônio da UnB, a universidade nunca mais conseguiu se recuperar, mesmo porque a Encol entrou em falência levando seus investidores a banca rota.

Cristovam Buarque e Antônio Ibanez, que o sucedeu na reitoria foram denunciados por Expedicto como responsáveis pelas vendas e permutas de 70 projeções do valioso patrimônio da UnB à Paulo Octávio Imobiliária, Planalto Automóveis, a WV Tartucce Edificações ao grupo OK Imobiliária, Encol e a outras empresas do ramo imobiliário.

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As 70 projeções foram avaliadas à época em 140 milhões de dólares

Paulo Octávio, dono de uma das principais construtoras em Brasília aproveitou a oportunidade criada por Cristovam e investiu poucos tostões transformando em milhões e mais tarde a dupla dividiu assento no Congresso Nacional, os senadores ainda caminham juntos nas sombras.

Expedito descreve no livro, “Organização Criminosa, 40 anos clamando por Justiça” os modus operandis de Cristovam Buarque na dilapidação do patrimônio da Universidade de Brasília e acusa o ex-reitor de ter recebido em contra partida, um luxuoso apartamento que era incompatível com a renda do mestre reitor da UnB. A conta não fechava e o valor milionário do apartamento fez Cristovam tentar justificar a compra com recursos de herança, poupança e aplicações que juntas na realidade não chegavam a entrada do imóvel.

As projeções vendidas por uma bagatela enriqueceu ainda mais duas construtoras de Brasília, Via Engenharia e Paulo Octávio Empreendimentos.

A dobradinha entre Cristovam e Ibanez, não ficou só na UNB, o espanhol também teve acrescido ao seu patrimônio uma cobertura vendida por uma das empreiteiras que participou da compra dos terrenos da Universidade de Brasília.

Cristovam chegou a principal cadeira do Palácio do Buriti com a bagagem de gestor fracassado na UnB, transferindo para administração pública sua experiência de péssimo administrador e ainda levou consigo o antigo parceiro de todas as horas para assumir a cadeira de Secretário de Educação do GDF.

Não satisfeito, o “mestre” ainda abrigou no GDF, Waldomiro Diniz, pivô do primeiro escândalo no governo do ex-presidente Lula no caso envolvendo o bicheiro Carlinhos Cachoeira, mas, a principal marca deixada por Cristovam na administração de Brasília foi o chamado Massacre na Estrutural (invasão de moradia as margens da BR 070).

A “Operação Tornado” iniciada na madrugada do dia 06 de Agosto de 1998 acordou os moradores da invasão com bombas de gás e tiros, levando o desespero a centenas de pessoas. O saldo foi de três mortes e centenas de feridos. Buarque era até então um dos baluartes do Partido dos Trabalhadores.

Outra marca do “mestre” foi nomear enquanto governador a diretoria do Banco Regional de Brasília (BRB) e sofreu uma pesada investigação do Banco Central, que constatou um forte esquema de corrupção com desvios de recursos denunciados por José Eustáquio Costa, amigo e fundador do PDT.

Eustáquio ocupava a diretoria de Financias e Negócios do BRB, quando denunciou ao Tribunal de Contas do DF e ao Ministério Público o milionário esquema. O então governador à época se viu obrigado a exonerar os apadrinhados denunciados.

Acuado, Cristovam Buarque partiu para o ataque e iniciou uma perseguição implacável ao diretor financeiro do Banco de Brasília (BRB). Eustáquio perdeu na queda de braço para o mestre, foi demitido do banco durante um misterioso programa de demissão voluntária, no qual foi incluído sem ao menos saber do que se tratava. Só restou a Eustáquio recorrer à Justiça. O processo tramita até hoje.

Cristovam Buarque ao tomar conhecimento que estava sendo editado o livro, “Organização Criminosa, 40 anos clamando por Justiça” conseguiu junto a editora comprar toda edição, evitando que viesse a público as denúncias que revelam as mazelas da sua trajetória. Contudo, como a verdade sempre vem à tona, um exemplar do livro descansava na biblioteca de um ex-presidente do STF e chegou às mãos de Eustáquio Costa, perseguido por Cristovam.

Hoje Eustáquio apresenta em vídeo “um lobo em pele de cordeiro” se referindo a Cristovam Buarque. O vídeo resume detalhes da perseguição.

Ao que tudo indica, o sofrimento atual dos estudantes da UnB teve um começo. Todo o sucateamento e problemas atuais da universidade poderiam ser resolvidos se figuras “ilustres” da educação tivessem tido a honestidade e cuidado no trato de um patrimônio bilionário que virou imponentes residenciais a serviço e lucro do capital.

Matéria compilada do site minopedrosa.com.br

Fotos: Reprodução da matéria

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