O Brasil segue figurando entre os países com pior percepção de corrupção no mundo desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2025, divulgado nesta terça-feira (10) pela Transparência Internacional, o país manteve a 107ª colocação entre 180 nações avaliadas.
O levantamento mostra que o Brasil somou 35 pontos, apenas um ponto a mais em relação a 2024, quando registrou sua pior nota histórica desde o início da série. Apesar da leve oscilação positiva, o país continua distante de padrões considerados aceitáveis de integridade pública.
Como funciona o ranking da corrupção
O IPC é elaborado a partir da análise de dados e avaliações feitas por acadêmicos, especialistas e juristas, atribuindo notas de 0 a 100 com base em critérios como:
- Transparência da administração pública
- Efetividade dos mecanismos de combate à corrupção
- Independência do Poder Judiciário
Quanto menor a pontuação, maior a percepção de corrupção no setor público.
Desempenho do Brasil durante o governo Lula
Mesmo após dois anos de gestão petista, o Brasil permanece em situação pior do que no início do atual governo. Em 2023, primeiro ano do mandato de Lula, o país ocupava a 104ª posição. Já em 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro (PL), o Brasil estava na 96ª colocação, evidenciando uma queda significativa ao longo do período recente.
A Transparência Internacional destacou como fatores negativos o aumento no volume de emendas parlamentares, além de escândalos envolvendo fraudes no INSS e o golpe aplicado pelo Banco Master no mercado financeiro, apontados como sinais de enfraquecimento das políticas anticorrupção em 2025.
STF também entra no radar
O relatório também cita a necessidade de maior rigor institucional e recomenda a criação de um código de conduta para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta foi apresentada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, como forma de reforçar a credibilidade do Judiciário.
Ranking global
No topo do índice aparecem Dinamarca, Finlândia e Cingapura, consideradas referências em integridade pública. Na outra ponta, Sudão do Sul e Somália figuram como os países com pior percepção de corrupção no mundo.
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