• 23 de março de 2019

Justiça Eleitoral investiga suspeitas de fraudes em prestações de contas de candidatos do PROS e PRB

As mudanças na legislação eleitoral restringindo o financiamento de campanha em 2018 ainda vai dar muito o que falar. A Justiça Eleitoral está fazendo um pente-fino nas contas dos partidos políticos e seus respectivos candidatos e já começou a encontrar supostas fraudes nas informações apresentadas.

O jornal Correio Braziliense traz neste domingo (24) uma matéria sobre práticas irregulares por parte do PROS. De acordo com o veículo, o partido garante que gastou R$ 5,7 milhões com 33 candidatos que juntos tiveram 11,9 mil votos. Desses, pelo menos oito negam ter recebido a verba informada pelo diretório nacional ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

candidatos pros DF

Já o veículo Estado de São Paulo, divulgou no sábado (23), que uma candidata do PRB no Maranhão recebeu R$ 585 mil do partido e teve apenas 161 votos. Há suspeitas que a candidata Marisa Rosas, que concorreu ao cargo de deputada estadual foi utilizada como laranja pelo PRB para desviar recursos públicos. Outro agravante é que Marisa Rosas é beneficiária do programa Bolsa Família desde 2016.

maria rosa

No caso do DF, os candidatos do PROS, conforme a prestação de contas, receberam milhões de reais em material gráfico para campanha de uma empresa que é do próprio partido — o que se comprova pelo CNPJ estampado em alguns dos santinhos — e fica em Planaltina de Goiás (GO).

O PROS é comandado nacionalmente por Eurípedes Júnior, que, conforme os relatos de candidatos, teria ciência das supostas irregularidades e se beneficiaria delas. Em outubro, ele foi alvo da Operação Partialis, deflagrada para combater o desvio de recursos públicos na aquisição de gases medicinais em Brasília e no Pará. De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos no esquema desviaram R$ 2 milhões em contratos com o setor público.

Aqui no DF, o PROS elegeu um deputado distrital, o delegado Fernando Fernandes, que foi nomeado administrador regional de Ceilândia e que deu lugar a deputada-suplente, Telma Rufino.

De acordo com o Correio, o PROS aproveitou uma brecha na legislação eleitoral, que dispensa a apresentação de comprovantes e recibos na transferência de valores em material de campanha. Essas transações são apresentadas como “receitas estimáveis em dinheiro”.

Por meio da assessoria de imprensa, o PROS afirmou desconhecer irregularidades nos recursos utilizados durante a campanha de 2018. A legenda alegou que a prestação de contas é responsabilidade de cada candidato e que cabe à Justiça Eleitoral, “por meio de seus mecanismos, averiguar a regularidade dos dados apresentados”.

Já o PRB do Maranhão não se manifestou sobre o episódio e a candidata Marisa Rosas, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, disse que chegou a fazer nove milhões de santinhos, mais do que a população do Estado.

Pelo visto, ainda vai ter muito partido enrolado com sua prestação de contas junto à Justiça Eleitoral que demonstra que está aprimorando seu processo de verificação de dados.

Da Redação com informações do Correio Braziliense e Agência Estadão Conteúdo

Fotos: Reprodução das Matérias

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