Quando o escândalo resolve bater à porta do Planalto, Lula faz o que sabe fazer melhor: discurso ensaiado, pose de estadista e a velha promessa de que “tudo será investigado”. Desta vez, porém, o roteiro ganhou um detalhe inconveniente: o nome do filho do presidente, Fábio Luis, o Lulinha, citado na CPMI do INSS que apura um rombo de R$ 6,3 bilhões arrancados de aposentados e pensionistas.
Lula confirmou à jornalista Daniela Lima, do Uol, nesta quinta (5), que chamou Lulinha para uma conversa. Não foi coletiva, não foi pública, não foi gravada. Foi no tradicional modelo petista de “resolva-se em casa”, enquanto o governo vende a ideia de que está liderando a investigação mais rigorosa da história. Rigor seletivo, diga-se de passagem.
A fala presidencial tenta construir uma blindagem moral: se for culpado, que pague; se não for, que se defenda. Soa bonito no microfone, mas esbarra num problema crônico da política brasileira. a distância entre o discurso e a prática costuma ser proporcional ao grau de parentesco envolvido.
O mesmo governo que jura surpresa com o escândalo diz que foi avisado por AGU, CGU e Polícia Federal. Mesmo assim, o esquema correu solto, aposentados perderam dinheiro e o Planalto agora tenta posar de vítima do próprio sistema que administra.
A CPMI virou inevitável, não por iniciativa virtuosa, mas porque o escândalo cresceu demais para caber debaixo do tapete institucional. E quando o caso encosta no sobrenome Lula, a corrupção deixa de ser “herança maldita” e vira “investigação em curso”.
No Brasil de Lula 3, a regra parece clara: corrupção é crime, desde que não atrapalhe o discurso, a narrativa ou a família. O resto, como sempre, o tempo tenta resolver.
E a conta segue caindo no colo de quem depende do INSS para sobreviver.
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