A comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Ana Paula Habka, saiu em defesa da atuação de policiais da corporação durante ocorrência registrada na última segunda-feira (16), nas proximidades do bloco Rebu, durante o Carnaval de Brasília, envolvendo o deputado Fábio Félix, do Psol.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (18), durante coletiva de imprensa que apresentou o balanço das ações das forças de segurança no período festivo.
Segundo a comandante, a equipe policial abordava dois suspeitos de tráfico de drogas quando houve a intervenção do deputado. De acordo com relatos, o parlamentar teria tentado impedir a prisão em flagrante dos envolvidos e chegou a dar voz de prisão a um dos policiais que participavam da ocorrência.
Testemunhas afirmam que o deputado questionou se os agentes sabiam quem ele era, o que caracteriza o uso indevido de suas prerrogativas parlamentares.
Entidades representativas dos PMs estão se organizando para acionar a Justiça contra o abuso de poder cometido por Fábio Félix contra os agentes militares.
Cães farejadores detectaram o porte de droga
Conforme detalhado pela comandante, a ação policial foi iniciada após cães farejadores indicarem a presença de drogas com os suspeitos. Durante a revista, uma das organizadoras do bloco teria incitado o público presente contra os policiais, gerando tensão no local.
Ana Paula Habka reforçou que a PMDF agiu dentro da legalidade e declarou que “a PMDF jamais vai admitir interferências em suas ocorrências”.
“Os policiais detectaram a droga e iniciaram a prisão, visto que dois indivíduos estavam cortando e supostamente negociando o entorpecente. A polícia estava em uma ação legítima. Em relação à condução envolvendo o deputado, isso será apurado”, declarou a comandante.
Ela acrescentou que eventuais excessos como o cometido pelo distrital, se houver, também serão investigados pelos canais competentes.
Posição controversa da CLDF
O episódio envolvendo o distrital e a ação policial gerou reações adversas na Câmara Legislativa do DF (CLDF). Enquanto aliados de Fábio Félix, como o vice-presidente da Casa, deputado Ricardo Vale, do PT, saíram em defesa do colega esquerdista, chegando inclusive a assinar uma nota sozinho em nome da CLDF, outros parlamentares se posicionaram em defesa dos PMs envolvidos na ocorrência.
O assunto deve ser debatido na semana que vem durante a reunião do colégio de líderes. Muitos distritais questionam a atitude açodada de Ricardo Vale, que sequer comunicou aos demais membros da mesa diretora.
Nos bastidores, a atitude de Fábio Félix está sendo muito questionada por diversos setores da sociedade brasiliense. É difícil aceitar que um parlamentar queira intervir na prisão de criminosos dando uma carteirada. Se a moda pegar, nenhum traficante vai ser preso neste País.
O fato é que Fábio Félix quis impedir a prisão de supostos traficantes de drogas usando do cargo para o qual foi eleito, o que pode futuramente ensejar em problemas futuros com a Justiça, pois não se deve interferir em ações policiais, ainda mais se tratando de uma situação de flagrante.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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