Agora que 2026 começou de verdade no Brasil, o bloco dos políticos condenados e inelegíveis aguarda a decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, relatora da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7881.
A ação foi movida pelo partido Rede Sustentabilidade e questiona as alterações na Lei da Ficha Limpa (LC 219/2025), sancionadas em 2025. O objetivo é suspender mudanças que flexibilizam os critérios de inelegibilidade já para as eleições de 2026.
Quem integra o bloco dos inelegíveis
O grupo é formado por figurões da política nacional que acumulam condenações na Justiça, como os ex-governadores:
- José Roberto Arruda (PSD-DF)
- Sérgio Cabral (MDB-RJ)
- Anthony Garotinho (Republicanos-RJ)
Além do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PRD-RJ).
Esse grupo depende diretamente da decisão de Cármen Lúcia para poder disputar as eleições deste ano. Apesar das narrativas construídas para sustentar pré-candidaturas, a situação jurídica atual mantém todos inelegíveis, impedidos de concorrer a cargos eletivos.
Desses quatro integrantes do bloco dos inelegíveis, Arruda é o único que quer concorrer ao governo como se nada tivesse acontecido durante sua passagem pelo Buriti, marcada pelos escândalos de corrupção.
Os outros três preferem começar mais discretamente. O trio pretende concorrer para deputado federal.
Expectativa antes do Carnaval e pressão nos bastidores
Nos bastidores do meio político, havia a expectativa de que a ministra do STF se posicionasse antes do Carnaval. Até o momento, porém, Cármen Lúcia ainda não sinalizou quando apresentará seu parecer sobre a ADI 7881.
Enquanto a decisão não sai, os políticos condenados seguem se movimentando. Há relatos de lobby junto a interlocutores influentes no STF para que o julgamento ocorra antes do período das convenções partidárias, etapa crucial do calendário eleitoral em que os partidos definem oficialmente seus candidatos.
Articulações e movimentações pré-eleitorais
Paralelamente à espera pela decisão do Supremo, os inelegíveis articulam alianças e estruturam pré-campanhas. Praticamente todos já percorrem agendas públicas, visitam lideranças locais e buscam apoio político.
No Distrito Federal, José Roberto Arruda tem anunciado aos quatro cantos do “quadradinho” que estaria livre para concorrer e se lançou pré-candidato ao Palácio do Buriti. Ele trocou o PL pelo PSD e vem reunindo um grupo de apoiadores que ainda acredita no seu velho “migué” eleitoral.
Desde que foi ejetado do cargo de governador, no fim de 2009, após a Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, Arruda tenta retornar às urnas. Em todas as ocasiões anteriores, o ex-governador foi barrado pela Justiça Eleitoral e deixou seus puxa-saco chupando o dedo.
Casos emblemáticos e condenações
Os casos de Arruda e Sérgio Cabral são os mais emblemáticos do grupo. O ex-governador do DF está condenado até 2032, podendo disputar cargos eletivos apenas em 2034. Já Cabral foi sentenciado a mais de 400 anos de prisão.
Coincidentemente, ambos estão soltos e circulam livremente, posando de vítimas enquanto articulam retorno à cena política.
Pressão no Judiciário e parecer da PGR
Dirigentes partidários avaliam que Cármen Lúcia pode acompanhar o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que defende a suspensão das alterações na Lei da Ficha Limpa.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), as mudanças promovidas pelo Congresso Nacional em 2025 enfraquecem o combate à corrupção e reduzem os efeitos das condenações para fins de inelegibilidade.
A bola está com a ministra do STF. Até lá, o eleitor segue assistindo ao que muitos classificam como “estelionato eleitoral”, com políticos ficha-suja usando estruturas partidárias para se projetar.
No DF, Arruda utiliza parte da estrutura do PSD. Eduardo Cunha mantém articulações políticas e despacha na liderança do Republicanos no Congresso. Sérgio Cabral e Anthony Garotinho participam de atos políticos no Rio de Janeiro para construir alianças visando as eleições de 2026.
Está na hora de o STF dar uma resposta clara. A decisão de Cármen Lúcia pode definir não apenas o destino desses políticos, mas também o peso real da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2026.
Chega de o contribuinte pagar a conta para esses políticos condenados.
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