Uma pesquisa do Instituto de Física da Universidade de Brasília (UnB) pode reduzir o custo da produção de hidrogênio verde no Brasil. O projeto, coordenado pelo professor Jorlandio F. Felix, desenvolve materiais capazes de substituir a platina — metal raro e caro — na eletrólise da água, processo que gera combustível limpo a partir da água.
A iniciativa recebeu investimento de R$ 179 mil da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital Demanda Espontânea (2022).
Alternativa à platina
O grupo trabalha com filmes finos produzidos a partir de materiais bidimensionais, como o dissulfeto de molibdênio (MoS₂) e o dissulfeto de tungstênio (WS₂). Aplicados em escala nanométrica, esses compostos funcionam como catalisadores na quebra da molécula de água (H₂O), etapa essencial para a produção do hidrogênio verde.
Hoje, o processo depende majoritariamente da platina. A substituição por materiais mais abundantes pode tornar a tecnologia viável em larga escala e reduzir o preço final da energia limpa.
Tecnologia patenteada
Um dos diferenciais do projeto é a criação da técnica de Esfoliação Mecânica Automática (AME), sistema que deposita os materiais com precisão e padronização — fator crucial para levar a inovação do laboratório à indústria.
Transição energética
Considerado peça-chave da transição energética, o hidrogênio verde pode substituir combustíveis fósseis na indústria pesada, no transporte de cargas e no armazenamento de energia solar e eólica — gerando apenas vapor d’água como resíduo.
Com o avanço, a UnB reforça o papel do Distrito Federal como polo emergente em nanotecnologia e energia limpa.
Com informações da Agência Brasília
Foto: Divulgação/FAPDF
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