Secretaria de Saúde apresenta balanço de 180 dias

A Secretaria de Saúde apresentou, nesta sexta-feira (12), o balanço dos 180 dias de ações para melhorar a saúde pública do Distrito Federal, em coletiva de imprensa realizada no auditório do Hospital de Base. Os principais avanços conquistados nos seis primeiros meses de gestão foram pontuados pelo secretário de Saúde, Osnei Okumoto, e pelo diretor-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), Francisco Araújo.

O secretário de saúde lembrou que está entre as prioridades da pasta a valorização dos servidores, que foram determinantes para o alcance das metas e dos resultados já alcançados. A preocupação, disse Okumoto, é a equipe da saúde se pautar pela execução de um trabalho mais humanizado, com o acolhimento dos pacientes que cheguem a qualquer unidade de saúde.

Osnei Okumoto lembrou que, nos últimos três meses, “evoluímos muito em aquisições e contratações, mas queríamos muito mais, ofertando melhores condições, mas nossa avaliação global é muito boa, com abertura de mais leitos de internação e de UTI, abertura de mais centros cirúrgicos, disponibilização de medicamentos, inclusive de alto custo, e tratamento para os pacientes, com apoio do Ministério da Saúde, e, daqui a seis meses, mostraremos índices muito melhores”.

Segundo Okumoto, “os indicadores mostram que tivemos uma melhora muito grande dentro do atendimento da rede, principalmente na aquisição de insumos, medicamentos e na qualidade dos equipamentos utilizados em pacientes de UTI e pelo Samu, além da parte de infraestrutura, pois faremos uma reforma nas nossas unidades de saúde”.

MOSQUITO – Em relação à dengue, o secretário lembrou que o combate ao mosquito necessita de um trabalho contínuo, a ser realizado durante o ano todo. “O trabalho preventivo precisa ter continuidade, inclusive no período de seca, quando não temos mais o mosquito adulto, mas precisamos combater os criadouros onde os ovos foram colocados para evitar que eles nasçam”, lembrou.

Ele reforçou que a prevenção é a principal estratégia a ser adotada para que a população tenha mais segurança e a chegada das chuvas não traga surpresas semelhantes às registradas em 2019. “Somente com o trabalho preventivo teremos um 2020 mais tranquilo, sem transmissão dos vírus da dengue, da zika e da chikungunya”, reforçou Okumoto.

IGESDF – Considerado uma das maiores inovações em gestão hospitalar pública do país, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) também apresentou o balanço das ações traçadas para ampliar a qualidade de atendimento à população

Em seis meses, foram diversas as frentes de trabalho para melhorar o funcionamento das oito unidades de saúde sob gestão do instituto, que são o Hospital de Base (IHBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do DF.

“Reabrimos um andar no Hospital de Base, reformamos UPAs, equipamos elas com medicamentos, insumos, colocamos mais de 2 mil pessoas para trabalhar nelas e atender à população, valorizando o servidor, pagando o salário em dia. Temos trabalhado todos os dias, sob a orientação do governador Ibaneis Rocha, a humanização na porta de cada unidade”, afirmou o diretor-presidente do Iges-DF, Francisco Araújo.

Segundo ele, o instituto também construirá uma nova subestação de energia elétrica no Hospital de Base, para ampliar o parque tecnológico de equipamentos, reforçar o sistema de ar condicionado, entre outros avanços que dependem de uma melhor eficiência energética.

O Hospital de Base também ganhou três mesas cirúrgicas com tecnologia de última geração. O investimento foi de R$ 135 mil.

UPAS – Até o momento, o instituto investiu R$ 469.762,44 em reformas nas UPAs. A primeira contemplada, desde 22 de fevereiro, foi a unidade de Ceilândia, considerada a mais precária das seis estruturas, e a última foi a de Sobradinho, que começou a receber as intervenções em 27 de março.

As principais atividades realizadas, até agora, nas UPAs, envolvem manutenção do sistema elétrico, adequação do sistema hidráulico, conserto de portas e maçanetas, instalação de tubulações de oxigênio e de ar comprimido em algumas unidades, limpeza e troca dos aparelhos de ar condicionado.

No Hospital de Base, o Iges-DF também contratou uma empresa para fazer um reforma geral no bloco de emergência, composto pelo Pronto-socorro, Centro Cirúrgico e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). O projeto arquitetônico já começou a ser elaborado e, em breve, as obras devem começar.

BALANÇO – No que se refere às cirurgias, por exemplo, a força-tarefa do Governo do Distrito Federal (GDF) promoveu 31.162 procedimentos, entre 1º de janeiro e 30 de junho, em 14 hospitais da rede pública. Do total de intervenções, 13.557 foram eletivas e 16.889 de urgência e emergência.

Nesses seis meses de gestão, o Fundo de Saúde do Distrito Federal (FSDF) foi responsável por pagar R$ 3.817.226.285,74 em despesas totais, que vão desde contratos e serviços a pagamento de pessoal, como pecúnias, que deveriam ter sido quitadas em gestões anteriores. A colocação em dia de pagamentos a fornecedores devolveu à Secretaria de Saúde a confiabilidade do mercado, o que se reflete em agilidade e economia nas novas compras e contratos. Um total de 27.073 processos tramitou na unidade, nesse período, dos quais 23.253 estão concluídos, com 5.120 notas de empenho geradas.

Nesse período, foram adquiridos 12.194 mobiliários diversos (longarinas para salas de espera, cadeiras fixas e giratórias, armários, mesas, estações de trabalho, etc.), no valor total de R$ 5.362.530,82, distribuídos para as 173 unidades básicas de saúde (UBS) da rede.

Foram entregues três novas UBS, localizadas em Planaltina, Santa Maria e Estrutural. Outras três estão em construção no Recanto das Emas, Samambaia e Riacho Fundo II, ao custo de, aproximadamente, R$ 10 milhões e previsão de entrega para até dezembro deste ano.

ECONOMIA – Com relação aos gastos da atual gestão, é possível destacar, nesses 180 dias, uma economia de R$ 7.430.801,11 apenas em contratos de limpeza, em comparação aos contratos anteriores.

A economia gerada pelo aumento de vagas nas UTIs da rede pública foi de R$ 3.595.293 por mês, totalizando R$ 21.571.758 em seis meses. Isso ocorreu porque houve uma ampliação no número de vagas do serviço de atenção domiciliar de alta complexidade, que passou de 50, em 2018, para 70, em 2019. Com isso, as vagas da UTI foram liberadas. Em termos de economia para o GDF, equivale à disponibilização de 30 novos leitos.

Já no Hospital de Apoio de Brasília (HAB), R$ 1.394.150,06 foi economizado em alimentação, nesses seis meses. O contrato assinado tem validade de até 60 meses.

Também foram concluídos 69 pregões, iniciados em anos anteriores, conduzidos outros 92 remanescentes da gestão passada e adquiridos 1.439 itens, entre materiais, medicamentos e serviços.

Fonte: Agência Brasília

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