• 19 de abril de 2021

CHAMADAS FALSAS | Samu registra 6,3 mil trotes somente em 2021

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) recebeu, somente em 2021, um total de 195.305 chamadas no 192 (Central de Regulação de Urgências). Desse quantitativo, 6.398 foram classificadas como trotes, o que atrapalha muito o trabalho do Samu.

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“O ideal é que não tenhamos nenhum registro de trote nos nossos relatórios porque isso gera demanda reprimida. Enquanto um dos nossos teleatendentes atende uma chamada de trote, existe uma pessoa com uma ocorrência verdadeira sem conseguir falar com dos nossos técnicos auxiliares de regulação médica (TARM), pois são só sete profissionais realizando esse atendimento inicial”, explica o diretor do Samu, Victor Arimatea.

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Em janeiro de 2020 foram registrados 6.816 trotes, no mesmo período deste ano houve uma queda para 2.386. Ao longo dos anos também é possível observar que houve uma redução no número de chamadas consideradas trotes.

“A gente atribui essa queda à maior conscientização das pessoas, principalmente neste momento de pandemia, em que as equipes de saúde têm sido mais solicitadas e, também, ao projeto Samuzinho, que conscientiza as crianças nas escolas sobre a importância do serviço prestado pelo Samu e de que elas podem ligar no caso de uma necessidade, como um adulto que cuida dela passar mal”, destaca.

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Arimatea relata que já ocorreram vários casos em que crianças acionaram o serviço e que elas conseguem, muitas vezes, manter maior calma diante de alguém passando mal que um adulto.

Trotes com deslocamentos

O diretor do Samu destaca que em 98% das vezes as equipes conseguem identificar um trote e nem chegam a encaminhar a chamada para um médico ou equipe de enfermagem. No entanto, existem trotes feitos com dados verdadeiros e com informações coerentes.

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“Esse tipo de trote é o que mais atrapalha o trabalho do Samu porque deslocamos uma equipe para atendimento e, enquanto isso, uma vítima grave de um acidente, tiro, infarto, facada, etc, pode deixar de ser atendido”, explica.

O quantitativo de trotes sempre atrapalha nos atendimentos de ocorrências reais, por isso, o objetivo é zerar o número de trotes. Além disso, os deslocamentos priorizam demandas mais graves que possam resultar em óbitos.

(Agência Saúde DF)

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

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