• 18 de maio de 2021

TENSÃO EM BRASÍLIA | Aliados de Guaidó tomam controle de embaixada da Venezuela

Representantes do opositor Juan Guaidó, reconhecido pelo Brasil como presidente da Venezuela, conseguiram pela primeira vez acesso à embaixada do País em Brasília, na madrugada desta quarta-feira (13), horas antes do início das atividades da 11.ª Cúpula do Brics, que reúne os líderes de Rússia, Índia, China e África do Sul, que apoiam a permanência de Nicolás Maduro no poder.

Segundo a equipe de Guaidó, funcionários da embaixada permitiram o acesso de Tomas Silva, ministro-conselheiro acreditado pelo Brasil, ao local. A embaixadora Maria Teresa Belandria não está no País.

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De acordo com comunicado dela, um grupo de funcionários decidiu abrir as portas e entregar as chaves da embaixada voluntariamente, bem como reconhecer Guaidó como legítimo presidente.

Leal a Maduro, adido militar fica do lado de fora

Houve um princípio de confusão e a Polícia Militar foi acionada. O adido militar chavista, leal ao regime, ficou do lado de fora da embaixada.

É a primeira vez que eles entraram na sede desde que o presidente Jair Bolsonaro aceitou as credenciais da equipe de Guaidó, no início do ano.

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A diplomacia de Guaidó vinha tentando tomar o prédio e desalojar os funcionários enviados por Maduro – que não tem mais relacionamento diplomático com o Brasil.

Agora, eles pedem que os servidores de sete consulados venezuelanos no País façam o mesmo e garantam ajuda para deixar o Brasil, caso desejem.

Maduro pede que milícias civis patrulhem ruas da Venezuela

Em pronunciamento na televisão na terça-feira, Maduro fez um apelo às milícias civis para que patrulhem as ruas do país em meio às ameaças de protestos da oposição.

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Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, convocou uma manifestação contra o regime para sábado (16).

Maduro, sentado entre líderes militares, ordenou que os cerca de 3,2 milhões de civis venezuelanos que integram milícias intensifiquem as rondas nas ruas de todo o país.

O presidente chavista disse que as mesmas forças “imperialistas” que derrubaram o presidente boliviano Evo Morales no domingo (10) querem tirá-lo do poder.

(Agência Estadão Conteúdo)

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