• 1 de março de 2026

Irã confirma morte de Ali Khamenei após ataques dos EUA e Israel

O governo do Irã confirmou neste domingo (1º) a morte do Líder Supremo, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado no sábado (28) durante ataque atribuído a forças dos Estados Unidos e de Israel. Teerã decretou 40 dias de luto oficial e anunciou retaliação com ataques de mísseis contra alvos israelenses e em Estados do Golfo, classificando a resposta como “legítima”.

A morte da principal autoridade política e religiosa do regime iraniano provocou reação imediata de governos, lideranças políticas e grupos armados no Oriente Médio e no Ocidente, além de acelerar o processo sucessório dentro da estrutura da República Islâmica.

Transição no comando do regime iraniano

O clérigo Alireza Arafi, integrante da Assembleia de Peritos e ligado à Guarda Revolucionária Islâmica, foi nomeado para compor o triunvirato responsável por conduzir a transição de poder “o mais rápido possível” após a morte de Khamenei.

O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou em discurso transmitido pela TV estatal que vingar o Líder Supremo é um “direito e dever legítimo” da República Islâmica. Ele classificou o assassinato como uma “declaração de guerra contra os muçulmanos, especialmente os xiitas em todo o mundo”.

A Guarda Revolucionária condenou o que chamou de “atos criminosos e terroristas” atribuídos aos governos dos Estados Unidos e de Israel.

Reações de grupos aliados ao Irã

O Hamas lamentou a morte do líder iraniano e definiu o ataque como “abominável”. Já o Hezbollah declarou que irá “confrontar a agressão” americana e israelense. Segundo Naim Qassem, líder do grupo libanês pró-Irã, “quaisquer que sejam os sacrifícios, não abandonaremos o caminho da resistência”. Apesar da retórica, o Hezbollah não interveio diretamente desde o início da ofensiva no sábado.

No Iraque, o líder xiita Moqtada al-Sadr anunciou três dias de luto oficial e descreveu a morte de Khamenei como “martírio”. Em Bagdá, manifestantes tentaram invadir a área da embaixada dos EUA, mas foram contidos pelas forças de segurança.

Rússia critica ataque; EUA e aliados defendem ação

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, condenou o assassinato e enviou condolências ao governo iraniano, classificando o ataque como uma violação “cínica” do direito internacional.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump celebrou a morte do aiatolá em rede social, chamando-o de “uma das pessoas mais perversas da história” e afirmando que a ação representa justiça para vítimas no Irã e no exterior.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que “a justiça foi feita” e que o chamado “eixo do mal sofreu uma derrota esmagadora”, prometendo manter operações para garantir a segurança israelense.

Reações internacionais e impacto geopolítico

Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, afirmou que, com a morte de Khamenei, “a República Islâmica efetivamente chegou ao fim” e estaria “relegada à lata de lixo da história”.

No Reino Unido, o secretário de Defesa John Healey disse que “poucas pessoas lamentarão” a morte do aiatolá e classificou o regime iraniano como “fonte de maldade”, alertando para o risco de retaliações “cada vez mais indiscriminadas”.

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, também afirmou que a morte de Khamenei “não será lamentada”, responsabilizando o líder pelos programas nucleares e de mísseis balísticos iranianos e pelo apoio a grupos armados na região.

Foto: Reprodução/Google Imagens


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