Às 10h01 da manhã deste domingo (25/1), Brasília assistiu ao desfecho silencioso — e ao mesmo tempo estrondoso — de um capítulo da sua paisagem urbana. Em poucos segundos, o Torre Palace Hotel, por mais de 50 anos um dos prédios mais reconhecíveis do Distrito Federal, foi reduzido a escombros por uma implosão cuidadosamente calculada.
O colapso foi preciso. Para que a estrutura cedesse de forma controlada, foram empregados 165 quilos de explosivos, distribuídos entre o térreo e os andares 1º, 2º, 3º e 7º. Ao longo da preparação, equipes técnicas realizaram cerca de 600 metros de perfurações nos pilares, etapa essencial para garantir que o prédio caísse sobre si mesmo, sem riscos ao entorno.
Muito antes do acionamento final, o cenário já indicava que se tratava de uma operação fora do comum. Desde as 6h da manhã, profissionais especializados ocuparam a área, montaram o Posto de Comando e iniciaram o protocolo de segurança. O perímetro foi isolado, vias foram interditadas e o espaço aéreo passou a ser monitorado por helicópteros e drones.
Uma hora antes da implosão, sirenes ecoaram pela região. Avisos por megafone orientaram moradores e curiosos, enquanto o controle rigoroso do acesso reforçava a dimensão da operação. Não se tratava apenas da demolição de um prédio, mas de uma intervenção em uma área tombada pelo patrimônio histórico, o que elevou o nível de exigência técnica e institucional.
A implosão do Torre Palace é apenas o quarto caso desse tipo registrado em área protegida em Brasília, fato que reforça o caráter excepcional da ação. O prédio, que por décadas integrou o imaginário urbano da capital, deixou de existir fisicamente, mas permanece como referência histórica.
Com a estrutura no chão, os trabalhos entram agora em uma nova fase. Técnicos irão realizar avaliação estrutural imediata do terreno e das edificações vizinhas, além de ações de controle de poeira, limpeza das vias e liberação gradual da área, conforme pareceres técnicos.
O Torre Palace caiu em segundos. A história que ele representou, no entanto, permanece gravada na memória da cidade.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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