• 8 de janeiro de 2026

Liquidações pós-Natal movimentam o comércio e a economia do DF no início de 2026

Com o fim das festas de fim de ano, o comércio do Distrito Federal se prepara para um período tradicionalmente aquecido, impulsionado pela troca de presentes e pelas liquidações de início de ano. Levantamento do Instituto Fecomércio-DF aponta que a maioria dos lojistas pretende aproveitar o pós-Natal para ajustar estoques e atrair consumidores logo nas primeiras semanas de 2026.

De acordo com a pesquisa, 51,5% dos empresários afirmam que planejam realizar queima de estoque após o Natal, enquanto 48,5% não pretendem adotar essa estratégia. Entre os lojistas que apostam em promoções, a maior concentração ocorre em janeiro: 49,1% devem iniciar as liquidações já na primeira quinzena do mês, enquanto 41,1% planejam os descontos para a segunda quinzena.

Apenas uma parcela menor projeta promoções a partir de fevereiro, sendo 6,2% na primeira quinzena e 3,6% na segunda.

Janeiro é estratégico para o varejo do DF

O presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, destaca que o período pós-Natal é fundamental para manter o fluxo de clientes durante a chamada baixa temporada do varejo.

Janeiro é um mês estratégico para o comércio. Além das trocas, muitos consumidores aguardam esse momento para aproveitar preços mais atrativos. As promoções ajudam o lojista a reorganizar o estoque e estimulam o retorno do cliente às lojas”, afirma.

Descontos devem chegar a até 40% na maioria das lojas

Em relação aos percentuais de desconto, a pesquisa mostra que os lojistas do DF devem adotar reduções moderadas de preços. Do total de entrevistados, 43,9% indicam descontos de até 40%, enquanto 37,1% pretendem trabalhar com abatimentos de até 20%.

Outros 13,3% planejam descontos de até 60%, e 5,7% admitem reduções superiores a 60%, dependendo do tipo de produto e da necessidade de renovação do estoque.

José Aparecido reforça que, para o consumidor, é fundamental atenção às regras das promoções. “Cada estabelecimento define suas políticas de troca. Informar-se sobre prazos, exigência de nota fiscal e condições do produto evita transtornos e torna a experiência de compra mais segura”, orienta.

A pesquisa do Instituto Fecomércio-DF ouviu 252 empresas de diferentes segmentos do comércio de bens, incluindo proprietários e gerentes de lojas do Distrito Federal.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


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