Os agentes do Detran-DF passarão a utilizar câmeras corporais (body cams) durante as atividades de policiamento e fiscalização viária no Distrito Federal. A autarquia já adquiriu 150 equipamentos e iniciará um projeto-piloto antes da implantação definitiva da tecnologia, que tem como objetivo ampliar a transparência nas abordagens e aumentar a segurança de agentes e condutores.
“Já recebemos dez câmeras e vamos iniciar, nos próximos dias, o projeto-piloto em que definiremos os procedimentos e a normatização de uso desses equipamentos. São dispositivos dotados de tecnologia capaz de transmitir ao vivo imagens e áudios para uma central de monitoramento, garantindo mais transparência nas abordagens e maior segurança aos agentes e aos condutores”, explicou o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini.
As câmeras corporais adquiridas pelo Detran-DF contam com conectividade LTE (Long Term Evolution), permitindo transmissão de dados em alta velocidade e baixa latência. As imagens e os áudios serão armazenados em um data center da Telebrás, transformando os equipamentos em dispositivos inteligentes de monitoramento em tempo real, muito além da função de simples gravadores.
Câmeras corporais serão integradas às tasers
Outra funcionalidade prevista no projeto é a integração das câmeras corporais com as tasers, armas de menor potencial ofensivo utilizadas pelos agentes em situações de abordagem a condutores violentos.
Caso o agente saque a taser durante uma ocorrência, a câmera será acionada automaticamente, registrando toda a ação sem necessidade de acionamento manual. A integração entre os equipamentos busca garantir maior segurança operacional, além de preservar registros completos das ocorrências.
Projeto-piloto vai definir regras de utilização
Nos próximos dias, dez agentes do Detran-DF participarão do projeto-piloto que estabelecerá os protocolos de utilização das câmeras corporais nas operações de policiamento e fiscalização de trânsito, com atenção especial às ações da Lei Seca.
Durante essa etapa, também serão avaliadas questões relacionadas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que servirão de base para a elaboração das normas internas de utilização dos equipamentos.
Investimento chega a R$ 3,9 milhões
O contrato para aquisição, operação e utilização das câmeras corporais tem custo de R$ 3.966.311,28 pelo período de 12 meses. O acordo firmado com a Telebrás inclui a gravação de vídeo e áudio em alta resolução, transmissão em tempo real, armazenamento seguro das informações em nuvem e gerenciamento completo dos equipamentos.
A iniciativa coloca o Detran-DF entre os órgãos que investem em tecnologia para fortalecer a fiscalização de trânsito, ampliar a transparência das abordagens e oferecer mais segurança tanto aos agentes quanto à população.
Foto: Divulgação/Detran-DF
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