• 16 de janeiro de 2026

CNC aponta que endividamento das famílias no DF sobe em 2025 e atinge 77,2%

O endividamento das famílias no Distrito Federal apresentou comportamento oscilante ao longo de 2025. Após recuar nos três primeiros meses do ano, o índice voltou a crescer de forma contínua, encerrando dezembro com 77,2% das famílias endividadas, ante 67,7% no mesmo mês de 2024, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Em números absolutos, o DF contabiliza atualmente 827.976 famílias endividadas. Desse total, 434.052 estão inadimplentes, ou seja, com dívidas em atraso. Entre elas, 186.635 famílias declararam não ter condições de honrar seus compromissos financeiros.

DF segue tendência distinta do cenário nacional

O movimento observado no Distrito Federal contrasta com o cenário nacional. No Brasil, o percentual de famílias endividadas passou a recuar a partir de outubro e fechou dezembro de 2025 em 79,5%, índice 2,3 pontos percentuais acima do registrado na capital federal.

Inadimplência recua no fim do ano

No recorte da inadimplência no Distrito Federal, os dados indicam queda a partir de setembro, após o pico de 42,7% em agosto. Ao final de 2025, o percentual de famílias inadimplentes ficou em 40,5%, ligeiramente abaixo dos 40,7% registrados em dezembro de 2024.

Em dezembro, houve aumento de 5.968 famílias endividadas na comparação mensal. Em contrapartida, o número de inadimplentes caiu em 12.867 famílias, das quais 9.753 estavam anteriormente sem condições de pagamento.

Redução dos inadimplentes sem capacidade de pagamento

Outro dado relevante foi a redução do grupo de inadimplentes que afirmam não ter condições de quitar suas dívidas. O percentual caiu de 20,8% em dezembro de 2024 para 17,4% em dezembro de 2025.

Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, o resultado indica um processo gradual de reorganização financeira.

“Esse movimento sinaliza um reequilíbrio financeiro e a reinserção de consumidores no mercado de crédito, especialmente nos dois últimos meses do ano, possivelmente impulsionado pelo uso do 13º salário para amortização de dívidas”, avalia.

Ainda segundo Aparecido, a melhora nos níveis de emprego e da massa salarial, aliada à força do setor público local, contribui para que o endividamento das famílias no Distrito Federal apresente melhor qualidade e maior liquidez em comparação ao Brasil. Enquanto o comprometimento médio da renda com dívidas no país é de 29,5%, no DF o índice é de 21,7%.

Com informações da Fecomércio-DF

Foto: Reprodução/Google Imagens


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