Líder comunitária do Riacho Fundo é presa por se passar de vítima de Brumadinho

A líder comunitária do Riacho Fundo e ex-candidata a deputada distrital pelo MDB em 2014, Ana Maria Vieira Santiago, mais conhecida como Ana Blue ou somente Ana Maria, foi presa por estelionato após se passar por vítima do rompimento da barragem de Brumadinho.

Ana Maria teria apresentado documentos falsos simulando ser dona de um terreno no distrito de Parque da Cachoeira, área atingida pelo tsunami de lama no dia 25 de janeiro.

Além da declaração falsa, Ana Maria registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil e disse, ainda, que tinha uma criação de animais – seis vacas, três cavalos, três cabras, 60 galinhas, um cachorro e um gato.

Ela chegou a receber R$ 65 mil de doação da Vale e estava hospedada em um hotel pago pela empresa. Com ela também ficava o filho, que deveria estar cumprindo prisão domiciliar em Ceilândia, cidade satélite do Distrito Federal.

Investigação

O golpe foi descoberto quando os investigadores descobriram que todos os dados da mulher eram, na verdade, do Distrito Federal e que ela não tinha ligação com a cidade atingida pela tragédia da Vale.

No dia 1º de abril, uma decisão do juiz Rodrigo Heleno Chaves, da comarca de Brumadinho, condicionou a liberdade provisória da ré à devolução dos R$ 65 mil doados pela Vale.

A defesa de Ana Maria não quis se pronunciar sobre o caso.

De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap MG), Ana Maria deu entrada no Presídio Feminino José Abranches Gonçalves em Ribeirão das Neves, no dia 19 de março e permanece presa.

Extravagâncias e Flagrante

Ana Maria gostava de se exibir trajando roupas azuis e costumava pintar o cabelo da mesma cor. Adotou a cor desde quando trabalhou no GDF durante as gestões do falecido ex-governador Joaquim Roriz. Se apresentava inclusive como assessora do governador, dependendo da ocasião.

Quando chegava a época das campanhas eleitorais, Ana Maria Blue fechava acordos com inúmeros candidatos, até o dia em que foi desmascarada. Ela marcou um evento para um deputado distrital, na época candidato à reeleição, e um outro candidato, que tivera acordado que contaria com seu apoio, chegou ao local no momento que o então parlamentar discursava. A partir daí, sua fama de picareta se espalhou e o pouco de reconhecimento que restava por parte dos políticos acabou.

Parte do grupo político que comandava, atualmente integra os quadros do PRB.

Da Redação com informações do Portal G1

Foto: Google Imagens

expressaobrasiliense

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