• 21 de julho de 2019

Os bastidores da política brasiliense

100 dias de Câmara dos Deputados e nada de votar a PEC do foro privilegiado

Plenário da Câmara dos Deputados.

As promessas de cortar os privilégios feitas durante a campanha de 2018 pelos então candidatos, não passam de jogada de marketing para ludibriar os eleitores e conquistar votos. A Câmara dos Deputados ultrapassou a marca dos 100 dias do início dos trabalhos e nada de apreciar a PEC do Fim do Foro. A matéria está pronta para ser votada pelos parlamentares, mas ninguém toca no assunto. Por que será?

A proposta, de autoria do senador Alvaro Dias (PODE/PR), já passou pelo Senado e falta apenas que o plenário da Câmara vote para que seja promulgada e entre em vigor. O problema em questão é que o foro privilegiado ficará restrito ao presidente e vice-presidente da República, presidentes do Senado, Câmara e do STF. Ou seja, o lobby para continuar com o instrumento jurídico que impede que parlamentares, diplomatas, magistrados e outras autoridades sejam julgados na 1ª instância está funcionando.

O que chama atenção é que parlamentares como o deputado Diego Garcia (Pode/PR), que foi presidente da comissão especial da PEC na Câmara, deputado Efraim Filho (DEM/PB), relator da proposta na comissão, e até mesmo o autor da PEC estão calados e não tocam no assunto. Oxalá o povo se lembre disso em 2022.

MP da Região Metropolitana do DF caducou

Ilustração de como ficaria a Região Metropolitana.

Os desentendimentos entre os governos do DF e Goiás, bem como suas respectivas bancadas no Congresso Nacional, levaram a Medida Provisória nº 862/18 a caducar (termo usado para quando uma MP não é aprovada pelo parlamento). Os políticos não chegaram a um consenso em relação a proposta e agora a população pagará a conta.

A medida tinha como finalidade possibilitar que ações integradas entre o DF, Goiás e Minas Gerais fossem permitidas do ponto de vista legal. A solução mais prática agora será sentar, conversar, deixar as vaidades de lado e começar tudo de novo. Tomara que dessa vez seja feita a coisa certa.

Trégua entre o “Tigrão” e o “Tchuchuca”

Deputado Zeca Dirceu e ministro Paulo Guedes.

O burburinho nos corredores do Congresso Nacional na terça-feira (14) era sobre o encontro entre o deputado Zeca Dirceu (PT/PR) e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Os dois protagonizaram o lamentável episódio numa das reuniões da CCJ da Câmara quando estava em análise da constitucionalidade da reforma da previdência. Na ocasião, o deputado disse ao ministro que em posicionamentos contra os aposentados, idosos e pessoas com deficiência, ele se comportava como um “Tigrão” e quando se tratava da turma de privilegiados, Guedes era “Tchuchuca”.

O episódio rendeu aos dois os respectivos apelidos. Zeca passou a ser conhecido como “Tigrão” e Paulo Guedes como “Tchuchuca”. Ontem não houve embate entre eles.

Maus lençóis para Weintraub

Ministro Abraham Weintraub comendo sanduíche durante reunião no Senado Federal.

A fragilidade da base governista na Câmara fez com que o ministro da Educação, Abraham Weintraub passasse de convidado a convocado. Os deputados aprovaram, ontem, por 307 favoráveis, a convocação do ministro para comparecer ao plenário da Câmara para dar explicações sobre sua pasta. Nesse caso, o polêmico ministro é obrigado a ir. Ele iria participar da comissão mista do Congresso Nacional nesta quarta-feira (15) como convidado e não era obrigado a se fazer presente. Pelo visto, armaram a cama para Weintraub se deitar.

Fotos: Google Imagens

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