• 22 de abril de 2024

O FINO DA POLÍTICA | Para ingressar no PL, Izalci vai ter que desistir de concorrer ao GDF em 2026

Para ingressar no PL, Izalci vai ter que desistir de concorrer ao GDF em 2026

Para ingressar no PL, Izalci vai ter que desistir de concorrer ao GDF em 2026
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A história de que o senador Izalci Lucas vai trocar o PSDB pelo PL é antiga. Os rumores da mudança de legenda tiveram início nos últimos meses de 2023. Izalci tem uma relação muito forte com o tucanato. Ele já foi contador da legenda. No entanto, a sigla vem perdendo forças ao longo dos anos e o senador vem sinalizando que para continuar no cenário, ele precisa integrar um novo projeto a fim de prolongar sua permanência na política. Durante o afastamento de Ibaneis do GDF após o trágico 8 de janeiro de 2023, Izalci se aproximou do governador emedebista, principalmente por ter sido o primeiro e um dos poucos a defendê-lo no Congresso Nacional, visando melhorar a sua relação com o atual governo, mas, enfrentou resistências e acabou que a parceria não deu liga. 

Já o futuro ingresso no PL depende de algumas condicionantes. Izalci Lucas segue dizendo por aí que quer concorrer ao GDF nas próximas eleições e os liberais estão praticamente fechados com a vice-governadora do DF, Celina Leão, que é candidata natural à sucessão de Ibaneis Rocha, além de fazer parte da base governista. Fontes do PL afirmam que Izalci vai ter que desistir de concorrer ao Buriti em 2026. Além do que, o senador, apesar dessa aproximação com o grupo de Ibaneis, é um contumaz crítico do GDF, o que deixa a direção do PL em maus lençóis, pois há uma composição política que envolve até o comando de algumas áreas do governo. Ou Izalci vai ter carta branca para ingressar no partido e atacar seus correligionários e os parceiros do PL? Há um ditado que diz que na política, a pessoa tem que ter um lado. Ou seja, não dá para acender uma vela para Deus e outra para Satanás.    

Liberais brasilienses sob o comando de Bolsonaro

Liberais brasilienses sob o comando de Bolsonaro
Foto: Divulgação/PL-Mulher

Outro ponto importante é que o PL do DF é totalmente vinculado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores, os liberais brasilienses têm manifestado o desejo de compor a chapa majoritária da “Leoa” em 2026. A expectativa é de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro seja candidata ao Senado na aliança com Celina Leão, caso ela não vá para o Paraná concorrer à eventual vacância do cargo do ex-juiz Sérgio Moro. Há rumores de que Michelle dispute a Senatória por lá considerando que ela está liderando as intenções de votos. Diante dessas perspectivas, ao ingressar no PL, Izalci Lucas não terá como chegar sentando na janela e escolher o cargo que quiser disputar. Pelo visto, o senador vai ter que esperar para ver como ficam as coisas. E tem outro parêntese dentro do PL, se Michelle não concorrer a nenhum cargo eletivo pelo DF em 2026, a preferência para tentar uma das duas vagas ao Senado é da deputada federal, Bia Kicis, presidente do PL-DF. Izalci Lucas não terá vida fácil no PL.

Risco de perder o PSDB

Risco de perder o PSDB
Foto: Reprodução/Google Imagens

A ida do senador Izalci para o PL pode vir a se tornar um tormento para seu grupo político. Atualmente, sua rede de apoiadores está completamente integrada ao PSDB. O partido é comandado por seu filho Sérgio Izalci. Com a saída do senador, o seu grupo fica desguarnecido e a direção nacional pode abrir espaço para a chegada de outros. Dependendo de quem for entrar para o tucanato, pode haver mudança no comando brasiliense. Como a direção nacional vem pregando a renovação e a captação de novos quadros, o ingresso de novos filiados sem vínculo com Izalci pode se tornar um problema lá na frente. Ou seja, a mudança de ares pode ocasionar a perda do comando da legenda.   

Esquerda brasiliense está sem rumo

Esquerda brasiliense está sem rumo
Foto: Reprodução/Google Imagens

Com a volta de Lula para o Planalto, os esquerdistas mais saudosistas da capital federal passaram a alimentar a esperança de retornar a governar o DF. Contudo, a esquerda brasiliense enfrenta uma enorme resistência por parte dos eleitores. Os últimos resultados nas urnas expressaram que o eleitor tende a optar por candidatos mais de centro-direita e as mais recentes sondagens apontam que em 2026 esse cenário não mude. Durante a semana, parlamentares e líderes da corrente tentaram dar uma demonstração de força ao promover um encontro para manifestar apoio ao candidato derrotado ao GDF em 2022, o inelegível Leandro Grass. Porém, a reunião não contou com a presença de alguns parlamentares e líderes de partidos da oposição, o que evidencia que a esquerda está desunida. Se continuar nessa toada, em 2026, a esquerda seguirá descendo ladeira abaixo e não tem Lula que dê jeito. O tal ‘Fórum’ composto por partidos da esquerda, já dá sinais de que está morrendo. 

Atenção, passageiros! Se peidarem no ônibus, chama o Max Maciel para cheirar

Atenção, passageiros! Se peidarem no ônibus, chama o Max Maciel para cheirar
Foto: Reprodução/Instagram

O distrital Max Maciel, do PSol, gosta de inovar na forma de se comunicar com seus eleitores e seguidores. Recentemente, Max divulgou um vídeo em suas redes sociais falando que a população ainda estranha em vê-lo como parlamentar. Ele simula vários tipos de situações. Num dos trechos do vídeo, Max Maciel aproveita para alfinetar o sistema público de transporte coletivo do DF dizendo que as pessoas o confundem com o secretário de Transporte. Após o distrital fazer graça, vem a cena de uma mulher esperando ônibus numa parada, eis que a moça perde o coletivo e diz que vai chamar o Max Maciel. Na sequência, a mesma atriz surge dentro do ônibus e ela insinua que peidaram no veículo e o que ela faz: chama o Max Maciel. Portanto, senhores passageiros, se alguém peidar dentro do ônibus vocês agora já sabem quem devem chamar para cheirar.

E agora, Anderson Torres? Ex-comandantes do Exército e Aeronaútica entregaram todo mundo

E agora, Anderson Torres? Ex-comandantes do Exército e Aeronaútica entregaram todo mundo
Foto: Reprodução/Google Imagens

Os depoimentos dos ex-comandantes do Exército e Aeronáutica, general Freire Gomes e brigadeiro Baptista Júnior, respectivamente, na semana passada, para a Polícia Federal sobre as reuniões entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e as Forças Armadas para tramar um golpe de Estado acabaram comprometem vários atores envolvidos no plano, entre eles, o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF, o delegado Anderson Torres. Os dois apontaram que Torres estava entre os idealizadores da minuta do golpe. Ou seja, a história contada pelo ex-ministro de que não sabia de nada caiu por terra. Além de Anderson Torres, os militares também citaram outros envolvidos na trama. E agora, delegado? Os milicos ferraram (para não dizer outra palavra) todo mundo.

Ao mestre, Paulo Pestana

Como foi difícil para mim como redator desta coluna escrever a edição deste domingo sabendo que não terei mais o prestígio de ser lido por um amigo que o jornalismo me deu. Infelizmente, perdemos um ícone da imprensa brasileira, Paulo Pestana. Ele se foi de forma tão repentina na última segunda (11) e causou uma grande comoção no meio jornalístico do DF. Um profissional fora da curva. Paulo Pestana é e para sempre será uma fonte de inspiração para este colunista. Vá em paz, grande amigo. Pode deixar que irei sempre estar atento para não ultrapassar o limite da prudência. Meus sentimentos aos familiares.

* José Fernando Vilela é jornalista com especialização em marketing político e eleitoral. Já trabalhou em diversos órgãos públicos (GDF/CLDF/Câmara/Senado) e iniciativa privada. É editor-chefe, analista político e colunista do Expressão Brasiliense, e é presidente da ABBP – Associação Brasileira de Portais de Notícias – desde 2021. Apresenta o programa Viva a sua Cidade, de segunda a sexta, das 11h às 13h, na Viva FM 101.3.  

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José Fernando Vilela

José Fernando Vilela é jornalista com especialização em marketing político e eleitoral e trabalhou em diversos órgãos públicos (GDF/CLDF/Câmara/Senado), partidos políticos, parlamentares e iniciativa privada. É editor-chefe, analista político e colunista do portal Expressão Brasiliense. É presidente da ABBP - Associação Brasileira de Portais de Notícias - desde 2021.

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