• 27 de janeiro de 2022

O FINO DA POLÍTICA | Luis Miranda diz que tem votos suficientes para se reeleger deputado pelo DF ou por SP

Luis Miranda diz que tem votos suficientes para se reeleger deputado pelo DF ou por SP

Foto: Reprodução/Google Imagens

Ao se eleger em 2018 fazendo sua campanha praticamente pelas redes sociais, o deputado Luis Miranda, do DEM-DF, tem anunciado no meio político que está avaliando as suas condições de elegibilidade para este ano. Com os rumores de que está cogitando a mudança de domicílio eleitoral, o parlamentar garantiu a este colunista que tem votos suficientes nas urnas para se reeleger deputado federal pelo DF ou por São Paulo. No entanto, ele não confirmou se prefere ser testado pelos eleitores brasilienses ou paulistas.

‘Sistema mágico’ utilizado por Bolsonaro e Trump

Segundo Luis Miranda, ele fez um diagnóstico de sua situação eleitoral baseado num sistema de inteligência artificial (IA) que foi utilizado pelo presidente Jair Bolsonaro, do PL, nas eleições de 2018 e por Donald Trump, ex-presidente dos EUA, em suas duas campanhas. Na visão de Miranda, esse ‘sistema mágico’ apresenta uma leitura real das intenções de votos dos eleitores, até mesmo mais do que a pesquisa eleitoral feita nas ruas. Ele disse que o programa tem uma margem de acerto de 97%.

Tem mais votos em SP

De acordo com o sistema de IA utilizado por Luis Miranda, ele teria mais votos em São Paulo do que no DF. Segundo o deputado, o sistema aponta que por aqui ele teria mais de 120 mil votos, quase o dobro do que teve na eleição passada. E em São Paulo, conforme o diagnóstico, Luis Miranda teria mais de 1,1 milhão de votos. “Se eu me candidatar pelo DF neste ano, o sistema garante que vou ter mais votos que a Flávia Arruda (que ficou em 1º lugar com mais de 140 mil votos em 2018)”, afirmou o parlamentar.

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Nominata do partido pode não ajudar

Luis Miranda disse ainda que conforme a empresa que está prestando assessoria para ele com o sistema, caso o partido que ele escolha para concorrer à reeleição não tenha bons candidatos em sua nominata, mesmo sendo o mais votado no DF (como o sistema e o deputado acham que pode ser), ele ficaria de fora. “Entendeu a minha situação? Se eu ficar por aqui, posso ser o mais votado e não ser eleito. Já em São Paulo a minha eleição está garantida”, sustentou o deputado.

Ignorado pelo eleitorado

Nos bastidores, a troca de domicílio eleitoral tem outros motivos. O mais forte é que Luis Miranda já não conta com o apoio do eleitorado que votou nele em 2018, pois é um dos que se elegeram surfando na onda bolsonarista. Como o parlamentar passou a ser considerado um ‘traíra’ pela família Bolsonaro e seus aliados após o episódio da compra das vacinas contra a Covid, ele não terá o mesmo desempenho nas urnas. Outro motivo para não se candidatar por aqui é que Miranda andou se queimando com o pessoal das forças de segurança pública do DF, em especial, os PMs e bombeiros. O sentimento das duas corporações é que o deputado só dava atenção para as demandas da Polícia Civil.

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Hermeto, PMs e bombeiros indignados com Miranda

Foto: Reprodução site do dep. Hermeto

Para completar ainda mais a insatisfação dos PMs e bombeiros do DF com o deputado, no sábado (8), o portal Opinião Brasília publicou uma matéria com áudio de Luis Miranda dizendo que esteve com o governador Ibaneis Rocha, do MDB, para tratar do plano de saúde da PCDF. A declaração do parlamentar gerou um impasse com os PMs e bombeiros a ponto do distrital Hermeto, do MDB e líder do governo na CLDF, trocar farpas por meio de áudio em grupos do aplicativo whatsapp com Luis Miranda. Hermeto chamou Miranda de ‘fanfarrão’.

Força dos PMs e bombeiros nas urnas

Foto: Reprodução/Google Imagens

Este colunista teve acesso a um levantamento com os votos dos candidatos PMs e bombeiros nas eleições de 2018 para a CLDF. Cada corporação conseguiu eleger um representante. Hermeto representa os PMs e Roosevelt Vilela, do PSB de Rollemberg, os bombeiros. Este último teve mais votos de fora da corporação do que dos seus companheiros de farda. Os 31 candidatos da PMs na eleição passada tiveram quase 70 mil votos e os 18 candidatos dos bombeiros tiveram um pouco mais de 35 mil.

Tem boi na linha

Se os PMs e bombeiros se unissem mesmo, eles teriam força para eleger mais representantes para a Câmara Legislativa. O problema é que os dirigentes que estão organizando as nominatas de alguns partidos estão pensando mais no seu umbigo do que querer ajudar os militares a aumentar sua voz dentro do legislativo. Talvez porque muitos deles tenham fortes relações com a PCDF.

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Jair Renan ataca de radialista no DF

Foto: Reprodução/Google Imagens

O filho ’04’ da família presidencial, Jair Renan, decidiu atacar de radialista no Distrito Federal. Na última quinta (6), ele estreou um programa numa emissora de rádio da capital. Jair Renan vai apresentar semanalmente o “Podcast Zero 4”. Na primeira edição, o ’04’ entrevistou um cantor sertanejo.

Criando raízes

Foto: Reprodução/Google Imagens

Jair Renan e sua mãe, Ana Cristina, se mudaram para Brasília de mala e cuia em agosto do ano passado. Os dois estão tentando criar raízes na capital. A mãe do ’04’ inclusive estava cotada para se lançar a distrital, mas diante de alguns escândalos envolvendo seu nome houve uma mudança no plano. A família Bolsonaro já está politicamente instalada no Rio de Janeiro (Flávio – Senador e Carlos – Vereador) e em São Paulo (Eduardo – deputado federal).

Pré-candidatos que ninguém quer

Esta semana circulou uma foto com cinco pré-candidatos a deputado distrital que se uniram na tentativa de valorizar o passe e obter vantagem na mesa de negociação. No entanto, após o barulho dos pré-candidatos muitos dirigentes se manifestaram silenciosamente sobre a ação dos postulantes. Um deles disse a este colunista que esses são “pré-candidatos que ninguém quer”. Já outro líder partidário zombou da união. “Eles já foram testados nas urnas. Não conseguem se eleger. Quem vai apostar em fracassados?”, indagou. Pelo visto, o tiro saiu pela culatra.

* José Fernando Vilela é editor-chefe e colunista deste portal. A coluna O Fino da Política é publicada todos os domingos.

Expressão Brasiliense

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