• 30 de novembro de 2025

O Fino da Política: Izalci, Fraga e Paula Belmonte miram vaga de vice de Arruda a fim de herdar eleitorado

Izalci, Fraga e Paula Belmonte miram vaga de vice de Arruda a fim de herdar eleitorado 

Izalci, Fraga e Paula Belmonte miram vaga de vice de Arruda a fim de herdar eleitorado 
Foto: Reprodução/Instagram

Apesar do ex-governador José Roberto Arruda garantir que está liberado para concorrer nas eleições do ano que vem, três nomes de possíveis vice em sua chapa começam a ganhar forças nos bastidores: Izalci Lucas, Alberto Fraga e Paula Belmonte.

Embora nenhum deles fale sobre o assunto abertamente, todos eles farejam a mesma oportunidade: herdar o eleitorado do ex-governador caso ele não consiga reverter a sua inelegibilidade.

No entorno de Arruda, ninguém admite oficialmente que exista um “plano B” para não aumentar ainda mais o clima de insegurança na já fragilizada pré-candidatura. Entretanto, a disputa pelo posto de vice entre esses três está fervendo em fogo alto. 

Izalci e Fraga têm participado de eventos políticos de Arruda e feito declarações de apoio à sua pré-candidatura ao GDF. O problema é que os dois estão filiados ao PL e a legenda apoia a vice-governadora Celina Leão que concorrerá à reeleição. A não ser que saiam do partido. 

Já Paula Belmonte, tem se movimentado à procura de uma legenda para poder sentar na mesa de negociação com a condição de que ela seja a vice. A distrital quer porque quer chegar ao Buriti e dizem as más línguas que Paula topa qualquer parada em busca desse seu projeto de poder. 

Até o momento, o ex-governador não sinalizou quem poderia compor a chapa como vice. Porém, o trio sabe que, se Arruda cair, aquele que estiver ao seu lado pode ser alçado para a cabeça de chapa.

Enquanto José Roberto Arruda não se decide, o ex-governador tenta passar a imagem de normalidade. Mas a verdade é que o clima é de prévia antecipada entre seus possíveis vice e ninguém quer perder o bonde da oportunidade.

Ibaneis dá sinal verde para Nelson de Souza montar equipe e assumir controle do BRB

Ibaneis dá sinal verde para Nelson de Souza montar equipe e assumir controle do BRB
Foto: Renato Alves/Ag. Brasília

Após a confirmação do Banco Central à indicação de Nelson de Souza para presidir o BRB, o governador Ibaneis Rocha declarou que o novo dirigente tem total autonomia para reorganizar, reoxigenar e até desmontar setores inteiros do banco para atingir metas estratégicas. Nelson esteve com Ibaneis dois dias após o anúncio.

Nos bastidores, o movimento foi interpretado como uma demonstração de confiança absoluta do governador no novo comando. Ibaneis quer blindar o BRB de disputas internas e manter o banco como uma das vitrines administrativas de sua gestão.

Nelson de Souza, por sua vez, chega com prestígio técnico e respaldo político. Já começou a sondar nomes do mercado financeiro e também quadros internos para compor uma gestão mais profissionalizada, longe das pressões partidárias.

A expectativa do governador é de que o novo presidente passe a limpo a Operação Compliance Zero da Polícia Federal envolvendo a instituição e o Banco Master. Ibaneis quer que tudo seja muito bem explicado, não só para a mídia, como para a população brasiliense. 

Uma coisa é certa: Quem está com a corda no pescoço ou sabe que com a troca na direção corre o risco de perder o posto, é bom começar a procurar um outro lugar ou, na pior das hipóteses, mudar de ramo profissional.

Racha na esquerda do DF aumenta pressão sobre Lula para escolher entre Cappelli e Grass na disputa ao GDF

Racha na esquerda do DF aumenta pressão sobre Lula para escolher entre Cappelli e Grass na disputa ao GDF
Charge: Desenvolvida por IA

O clima de racha na esquerda brasiliense está cada vez mais evidente. A disputa entre os ‘companheiros’ de Lula para definir quem enfrentará o bolsonarismo e o grupo Ibaneis-Celina em 2026 acabou se tornando uma dor de cabeça para o Planalto. 

Lula, que acreditava que haveria uma solução pacificada na capital federal, agora é pressionado a arbitrar entre Ricardo Cappelli e o petista Leandro Grass.

Cappelli tenta se firmar como nome competitivo, pois conta com o apoio do ministro do STF, Flávio Dino e daquele que é considerado o pior governador da história de Brasília, Rodrigo Rollemberg. 

Já Grass, que recentemente trocou o PV pelo PT, enfrenta dificuldades para furar a bolha da militância petista, que o rejeita desde a campanha passada.

Essa indefinição irrita lideranças de esquerda, que temem repetir o desastre de 2022, quando a divisão interna deu a Ibaneis a vitória no 1º turno, algo até então inédito por aqui. Agora, emissários da esquerda do DF batem à porta do Planalto para exigir que Lula imponha um nome antes que seja tarde.

Paralelo a essas movimentações, aliados do governo federal avaliam pesquisas, cenários e rejeições. O Planalto sabe que, sem alinhamento, os ‘companheiros de Lula’ podem levar mais uma surra nas urnas.

Bolsonaristas avaliam que Sebastião Coelho retira mais votos de Bia Kicis que de Ibaneis na corrida ao Senado

Bolsonaristas avaliam que Sebastião Coelho retira mais votos de Bia Kicis que de Ibaneis na corrida ao Senado
Fotos: Reprodução/Google Imagens

O avanço da possível candidatura do ex-desembargador Sebastião Coelho ao Senado tem causado um terremoto entre os bolsonaristas do DF. 

Nos bastidores, aliados de Jair Bolsonaro avaliam que o ex-juiz tira mais votos de Bia Kicis do que de Ibaneis Rocha, o que pode comprometer o desempenho da deputada nas urnas.

Para apoiadores da direita mais extremista, Coelho canaliza um eleitorado “puro-sangue” do bolsonarismo que não se vê representado nem por Bia nem por candidatos mais moderados. 

O risco dessa disputa dentro do grupo é que essa divisão inviabilize a eleição da deputada Bia e entregue parte do voto conservador para Ibaneis.

O governador, por sua vez, observa em silêncio. Sabe que pode abocanhar o segundo voto tanto dos eleitores de Sebastião Coelho como de Bia Kicis.

Com os bolsonaristas divididos, o caminho para Ibaneis Rocha chegar ao Senado tende a ser mais tranquilo, podendo inclusive ser o mais votado no ano que vem.

Bia Kicis tem evitado tocar no assunto, mas aliados mais próximos admitiriam a este colunista que há uma grande preocupação com a possibilidade dela ficar de fora do Congresso. Nos bastidores, já há quem defenda buscar uma demonstração de apoio mais explícita da família de Bolsonaro para evitar novos sangramentos no eleitorado.

Mistério da Semana

Qual é o parlamentar do DF que está prestes a mudar de partido por discordar das articulações e posições do dirigente da legenda? Qual é? Qual é? Qual é? Mistéééério…

*José Fernando Vilela é jornalista especializado em marketing político e eleitoral, com ampla experiência em órgãos públicos, entidades representativas e na iniciativa privada. Editor-chefe e colunista do Expressão Brasiliense, atua na cobertura e análise dos bastidores da política nacional e local. É apresentador do podcast Café Expressão e do programa Fala Aí, na JK FM 102,7, aos sábados, a partir das 6h.

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