• 27 de janeiro de 2022

O FINO DA POLÍTICA | Articulações e movimentações do casal Arruda geram desconfiança entre aliados

Articulações e movimentações do casal Arruda geram desconfiança entre aliados

Foto: Reprodução/Google Imagens

Desde que o ex-governador do DF, José Roberto Arruda, do PL, passou a conduzir as articulações políticas de seu grupo neste ano muita gente passou a monitorar as movimentações do casal Arruda. Um deputado governista disse a este colunista que está todo mundo intrigado com a forma que eles estão atuando. A ministra e deputada Flávia Arruda é quem preside o PL-DF, mas quem senta na cadeira, promove reuniões na sede do partido e dá a palavra final em decisões importantes é o “Zé Roberto”, como o chamava o ex-governador Joaquim Roriz.

Flávia senadora

Segundo o deputado governista, quem perguntar à ministra para a qual cargo ela vai concorrer, ela afirmar com todas as letras que “será candidata ao Senado”.

Flávia governadora

Já quando o encontro é com o Arruda, segundo o parlamentar, a pessoa ouve da boca do próprio ex-governador que “Flávia será candidata ao GDF”.

Valorizando o passe

No entendimento do deputado, o casal Arruda está trabalhando para manter o passe da ministra valorizado. Segundo ele, o ex-governador quer mostrar que ainda possui prestígio e força política na capital federal e quer chegar sentando na janela na hora que começar a rodada final das negociações.

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Sombra de PO

Foto: Reprodução/Google Imagens

Um dos dilemas das próximas eleições para os Arrudas é quem um velho conhecido do casal, o ex-vice-governador de Arruda, o empresário Paulo Octávio, quer voltar para o Congresso e está de olho na vaga ao Senado na chapa do governador Ibaneis. Ou seja, se os Arrudas roerem a corda, PO está pronto para entrar em cena. Atualmente, ele é o presidente do PSD no DF.

Equipe pronta para trabalhar

Já se sabe que Paulo Octávio inclusive já tem uma equipe de comunicação e política pronta para atuar caso seja confirmada a sua eventual candidatura ao Senado. PO está se fazendo presente em todas as reuniões públicas e políticas que tem sido chamado, nem que ele envie algum assessor para representá-lo.

Os federais sumiram

Foto: Reprodução/Google Imagens

De uns tempos para cá, a atuação dos oito deputados federais da bancada do Distrito Federal vem sendo questionada. Tirando a deputada Flávia Arruda, que hoje está como ministra e deu lugar ao seu suplente, deputado Laerte Bessa, do PL, os demais parlamentares tomaram um chá de sumiço. Será se em 2022 os eleitores vão se lembrar que eles eram deputados federais pelo DF?

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Atuação apagada

Muitos analistas e observadores políticos afirmam que o desempenho da atual bancada do DF na Câmara dos Deputados, apesar de todo o frisson e badalação de quando assumiram em fevereiro de 2019, está muito aquém do esperado. Em suma, a tal ‘renovação’, tão festejada nas últimas eleições, não trouxe ganhos políticos reais para o DF.

Reeleição ameaçada

Dos atuais oito deputados federais do DF, nos bastidores considera-se que apenas dois ou três consigam se reeleger, isso se a nominata do partido favorecer o detentor de mandato. Vale atentar que para o próximo pleito tem alguns ex-deputados querendo voltar e tem muito político (com ou sem mandato) que é bom de voto que vai tentar alçar voos mais altos. Esse pessoal pode atrapalhar os desejos dos atuais federais do DF.

Com saudade da política

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Na semana que passou, o governador Ibaneis Rocha, do MDB, deu posse a mais de 300 novos servidores para a Secretaria de Saúde e várias autoridades compareceram ao evento no Palácio do Buriti. Durante a solenidade, o discurso do conselheiro do TCDF e ex-distrital, Márcio Michel, mais conhecido no meio político como Dr. Michel, evidenciou que ele ainda não se desligou totalmente da política. O ex-parlamentar demonstrou que está por dentro do que está acontecendo na política da capital e tem saudade de quando ocupava uma cadeira na CLDF. Pelo visto, o Dr. Michel ainda não cedeu o seu lugar por completo ao conselheiro Márcio Michel.

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Cadeira do Ministério da Justiça está à altura de Anderson Torres

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Na última quinta (23), Ibaneis Rocha autorizou o início das obras de duplicação da Estrada Parque Contorno (DF-001), do trecho que corta o Jardim Botânico. A obra era um pedido do ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, de quando era secretário do GDF e que é morador da região. O governador aproveitou a ocasião para elogiar Anderson Torres e o presidente Bolsonaro, e detonar o ex-juiz Sérgio Moro. Ibaneis disse que a cadeira do Ministério estava à altura de Anderson e não de Moro.

* José Fernando Vilela é editor-chefe e colunista deste portal. A coluna O Fino da Política é publicada todos os domingos.

José Fernando Vilela

É jornalista com especialização em Marketing Político e Eleitoral. É editor-chefe e colunista do Expressão Brasiliense. É o atual presidente da ABBP - Associação Brasileira de Portais de Notícias. Já trabalhou em diversos órgãos governamentais como a SES/DF, Sec. de Habitação do DF, Codhab/DF, entre outros. Assessorou parlamentares na CLDF, Câmara dos Deputados, Senado, além de partidos políticos.

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