• 25 de setembro de 2020

POR ONDE ANDA TUTA? | MPE-SP realiza operação e não encontra substituto de Marcola do PCC que pode estar entocado em Brasília

Investigação do Ministério Público de São Paulo(MPE-SP) aponta que Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, é o substituto de Marcola e ocupa hoje o posto de maior liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) em atividade. Ele era o principal alvo da Operação Sharks, deflagrada ontem (14) e está foragido. Desconfia-se que Tuta pode ter vindo para a capital federal ou esteja no Paraguai ou Bolívia.

A operação do MPE-SP, em conjunto com a Polícia Militar, mirou a nova cúpula da facção, que se formou após a transferência das principais lideranças do PCC para presídios federais, em fevereiro de 2019, de acordo com a promotoria. Ao todo, foram expedidos 12 mandados de prisão: dois deles foram cumpridos, um alvo morreu em suposto confronto com a PM e nove investigados seguem foragidos. Também houve outras duas prisões em flagrante.

Tuta está entre os alvos que não foram localizados até o momento. Segundo a promotoria, ele faz parte da chamada “Sintonia Final da Rua”, a principal da cadeia de comando do PCC fora dos presídios, e é tratado como o sucessor de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, historicamente a maior liderança da facção.

A apuração do MPE-SP teve início no ano passado e mirou um total de 21 suspeitos de integrar a cúpula do PCC. Oito deles, no entanto, foram presos durante o curso da investigação e outro morreu de causa natural. Os 12 restantes é que se tornaram alvo da Operação Sharks.

De acordo com o MPE-SP, Tuta teria passagens por roubo a banco e tráfico de drogas e conheceu Marcola no presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Ele estava em liberdade há pelo menos três anos, após cumprir pena. Uma vez nas ruas, teria passado a ganhar importância nas atividades do PCC e escalonou na hierarquia da facção.

Segundo a investigação, ele seria responsável por comandar os integrantes soltos da organização criminosa, mantendo contato com a cúpula que está na cadeia. Também é suspeito de ser responsável pelos planos de fuga das lideranças em presídios federais e de planejar assassinatos de agentes e autoridades públicas em represália às ações contra a facção.

Há suspeita, ainda, de que Tuta exerça cargo de adido da embaixada de Moçambique, embora suas atividades nessa função sejam desconhecidas, segundo afirma o MPE-SP. Foi em Moçambique que a Polícia Federal prendeu, em abril, Gilberto Aparecido dos Santos, o “Fuminho”, considerado o principal fornecedor de droga do PCC.

(Agência Estadão Conteúdo)

 

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