• 14 de junho de 2024

APÓS MATAR MARIELLE | Ronnie Lessa conta em delação premiada que usou aplicativo para fugir de blitzes

Ronnie Lessa contou em delação premiada que usou um aplicativo para monitorar a localização de blitz e “não ser preso na esquina” após o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. As imagens do depoimento foram divulgadas pelo jornal O Globo.

“Nas imagens divulgadas, aparece a luz de um telefone sendo mexido lá atrás. Eu estava procurando um aplicativo que mostra as blitzes na rua, onde tem blitz. Porque não adianta cometer o crime aqui e ser preso na esquina”, disse o ex-PM.

Ao relembrar o momento, Lessa afirmou que essa foi a única vez que usou o celular nos momentos que antecederam o crime. Ele, porém, não recorda o nome do aplicativo. “(…) A única vez que acessei o celular foi para ver esse aplicativo das blitzes. Não lembro o nome, mas ele diz exatamente onde estão as barreiras”, continuou.

Além de mencionar o aplicativo, Lessa revelou que o assassinato inicialmente havia sido planejado para acontecer fora do carro, mais precisamente enquanto Marielle estivesse saindo da Casa das Pretas, local em que estava naquela noite, rumo ao veículo.

A escolha pelo lugar, no entanto, mudou quando o ex-PM reparou que o museu e a sede da Polícia Civil ficam a cerca de 50 metros do espaço. Com isso, Élcio Queiroz, motorista do carro em que Lessa estava, seguiu o veículo de Marielle e Anderson.

“Ela seria morta em pé, mas me lembrei que ali é esquina da Polícia Civil. Eu falei: ‘Aqui não, de jeito nenhum’. Então, preferimos deixar para fazer no caminho, onde tivesse oportunidade”, explicou.

Ronie Lessa está preso desde março de 2019, quando foi detido junto com Élcio Queiroz. Além deles, Rivaldo Barbosa e os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão também estão presos sob a suspeita de envolvimento no crime.

Por que Marielle foi morta?

As investigações indicam que o planejamento da execução teria começado no segundo semestre de 2017, após uma “descontrolada reação” de Chiquinho Brazão devido à participação de Marielle na votação do Projeto de Lei Complementar 174/2016.

A proposta, de autoria de Chiquinho Brazão quando ainda era vereador, dispunha sobre a regulamentação fundiária de loteamentos e grupamentos existentes nos bairros de Vargem Grande, Vargem Pequena e Itanhangá, assim como nos bairros da XVI RA – Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

A presença de Marielle junto a comunidades em Jacarepaguá era o que mais atrapalhava os interesses dos irmãos. Na região, em sua grande parte dominada por milícias, se concentrava relevante parcela da base eleitoral da família Brazão.

Também foram identificados diversos indícios do envolvimento dos Brazão com atividades criminosas, incluindo as relacionadas com milícias e ‘grilagem’ de terras. Ficou, então, delineada a divergência no campo político sobre questões de regularização fundiária e defesa do direito à moradia. No caso, Marielle queria utilizar esses territórios para fins sociais e a construção de moradias populares.

(Agência Estadão Conteúdo)

Foto: Reprodução/Google Imagens

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