A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorização para a realização de um procedimento cirúrgico no ombro direito, além de todos os atos médicos necessários antes e depois da operação.
De acordo com relatório médico assinado pelo Dr. Alexandre Firmino Paniago, em 14 de abril de 2026, exames físicos e de imagem identificaram “lesão de alto grau do tendão do supraespinhal, com retração importante”, além de comprometimento do tendão do subescapular, subluxação da cabeça longa do bíceps e outras lesões associadas. O documento indica a necessidade de cirurgia por via artroscópica para correção do manguito rotador.
No pedido encaminhado ao STF, a defesa requer autorização para todos os procedimentos relacionados ao tratamento, incluindo etapas preparatórias, pré-operatórias, internação, realização da cirurgia, pós-operatório e reabilitação.
Histórico recente de saúde
Em 27 de março, Bolsonaro teve concedida prisão domiciliar humanitária por 90 dias, após decisão de Moraes, para continuidade de seu tratamento de saúde. A medida foi adotada após alta hospitalar.
No mês anterior, o ex-presidente foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, de provável origem aspirativa, permanecendo internado em unidade de terapia intensiva por cerca de duas semanas.
Regras da prisão domiciliar
Na decisão que concedeu o benefício, Moraes determinou que a fiscalização da prisão domiciliar fique sob responsabilidade da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), incluindo o comando do 19º Batalhão e o Núcleo de Custódia.
Entre as medidas estabelecidas, está a obrigatoriedade de revista em veículos que saírem da residência, bem como em visitantes. Também foi proibida a realização de acampamentos, manifestações ou qualquer tipo de aglomeração em um raio de até 1 km do endereço do ex-presidente.
O ministro alertou que o descumprimento das regras impostas poderá resultar na revogação da prisão domiciliar e no retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário, ao hospital penitenciário.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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