O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou um evento comemorativo do partido para fazer um duro discurso direcionado aos próprios aliados. Diante de dirigentes, ministros e militantes, Lula criticou a votação do PT favorável às emendas impositivas, alertou que a sigla não pode cair na “vala comum da política” e cobrou maior articulação para a formação de alianças nos estados, reconhecendo fragilidades eleitorais em diversas regiões do país.
“Vocês têm a obrigação moral, a obrigação ética de não deixar esse partido ser um partido que vai para a vala comum da política desse País”, afirmou o presidente.
Críticas ao orçamento secreto e às emendas parlamentares
Uma das falas mais contundentes de Lula foi direcionada ao chamado orçamento secreto. O presidente afirmou que houve um verdadeiro “sequestro” do orçamento do Poder Executivo e classificou como anormal o Congresso Nacional aprovar mais de R$ 60 bilhões em emendas parlamentares.
Em tom de bronca, Lula considerou “grave” o fato de o PT ter dado aval à votação que ampliou o volume dessas emendas, contrariando o discurso histórico do partido contra esse tipo de mecanismo.
PT enfrenta dificuldades nos estados e até no Nordeste
Ao tratar das eleições deste ano, Lula defendeu que o PT amplie alianças com outras legendas, admitindo que o partido não está “com essa bola toda em todos os estados”. Segundo ele, em algumas regiões será necessário recorrer a composições políticas para garantir vitórias eleitorais.
A dificuldade petista, inclusive, já atinge parte do Nordeste, historicamente considerado um bastião da esquerda. Estados como Bahia, Maranhão e Ceará têm registrado avanço da oposição, acendendo um alerta dentro do partido.
Desgaste do PT no Distrito Federal
No Distrito Federal, os resultados das últimas eleições reforçam a avaliação de Lula. Após governar a capital federal por duas vezes, o PT-DF perdeu força política e, nas próximas eleições, a tendência é de redução ainda maior da representatividade da sigla no Legislativo local.
Autocrítica e derrotas em São Paulo
Retomando o tom das eleições municipais, Lula cobrou uma autocrítica mais profunda sobre as derrotas recentes do partido e citou São Paulo como exemplo emblemático. Segundo ele, disputas internas e brigas entre lideranças contribuíram para a perda de prefeituras estratégicas.
“O PT governava 24 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Governava Osasco, Guarulhos, Santo André, São Bernardo, Diadema, Mauá, Campinas, Piracicaba. Hoje, o que o PT governa? O que aconteceu? Em algum momento nós erramos”, afirmou.
Lula destacou ainda que cidades como Santo André, antes símbolo de organização partidária, perderam protagonismo justamente por causa de conflitos internos.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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