Com a revelação de que Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master, juntamente com seu sócio Augusto Lima, esteve no Palácio do Planalto, no fim de 2024, para uma reunião reservada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começaram a surgir fortes suspeitas nos bastidores do mercado financeiro. O encontro teria contado ainda com a presença de auxiliares diretos, como o ministro Rui Costa, além de figuras de peso como o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o então futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Entre investidores e operadores do mercado, a avaliação é de que o suposto golpe aplicado por Vorcaro no sistema financeiro nacional (SFN) teria começado a ser articulado a partir dessa reunião no gabinete presidencial.
Desde que assumiu o controle acionário do antigo Banco Máxima, em 2019, e o rebatizou como Banco Master em 2021, Daniel Vorcaro vinha tentando salvar a instituição, já considerada falida, valendo-se de suas relações políticas e de articulações nos bastidores do poder.
A operação começou com a oferta de títulos de crédito sem lastro financeiro para regimes de previdência de pequenos municípios, sem que, inicialmente, o mercado percebesse que se tratava de um possível esquema fraudulento. O negócio cresceu, assim como o raio de influência política do banco.
Depois das prefeituras, o mesmo modelo passou a ser replicado junto a governos estaduais e estatais. Paralelamente, o Banco Master também comercializou títulos para grandes empresas de diversos setores, incluindo redes de comunicação e clubes de futebol.
Nos corredores da Faria Lima, símbolo do coração do mercado financeiro brasileiro, o comentário recorrente é que foi a partir do encontro com Lula que Daniel Vorcaro passou a ostentar uma nova posição. O conglomerado ligado ao Banco Master teria, segundo ele próprio, alcançado “outro patamar”.
Quando veio à tona a reunião secreta em Brasília, organizada pelo ex-ministro Guido Mantega, com apoio de Ricardo Lewandowski e Henrique Meirelles, trio de consultores do Banco Master com acesso direto ao presidente petista, as peças do quebra-cabeça começaram a se encaixar.
Até então, o Banco Master era visto como o patinho feio do sistema financeiro nacional. Havia, inclusive, quem torcesse por sua quebra definitiva para adquiri-lo a preço de banana.
Mas 2025 marcou a grande virada de mesa de Vorcaro. O Banco Master passou a integrar o seleto grupo das instituições financeiras mais bem relacionadas no meio político, possivelmente pelo peso de seus novos padrinhos.
Daniel Vorcaro e seu sócio Augusto Lima, que é casado com a ex-ministra e ex-deputada Flávia Peres (ex-Arruda), tornaram-se figuras frequentes em Brasília, com trânsito livre nos corredores dos três Poderes.
Os negócios prosperaram a tal ponto que Vorcaro passou a insinuar, em rodas de conversa, que tinha influência direta nos rumos da economia nacional. Um verdadeiro “negócio das Arábias”.
O erro de cálculo veio na tentativa de vender o Banco Master ao BRB. Quando o Banco de Brasília informou ao Banco Central que havia detectado possíveis títulos falsos no processo de avaliação de compra do banco, a casa caiu. Foi ali que o suposto golpe começou a ser desnudado.
De acordo com investigações em andamento, o rombo atribuído ao Banco Master junto ao mercado financeiro já ultrapassa R$ 50 bilhões. E quem está pagando a conta? O próprio sistema financeiro, que precisou acionar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mantido por bancos e instituições autorizadas pelo Banco Central, para evitar um colapso.
Até o momento, mais de R$ 26 bilhões já teriam sido resgatados junto ao FGC. Ainda não se sabe o tamanho exato do possível prejuízo ao BRB (que passa a ser pequeno diante da magnitude do suposto golpe), mas tanto o banco quanto o Governo do Distrito Federal (GDF), controlador da instituição, afirmam ter recursos para absorver eventuais perdas.
Já o mercado financeiro, no entanto, cobra explicações do Planalto. Principalmente porque Vorcaro estava cercado por consultores que, simultaneamente, atuavam como conselheiros de Lula em temas econômicos. A pergunta que não quer calar: Daniel Vorcaro teve ou não acesso a informações privilegiadas?
Em Brasília, o caso Banco Master produziu um silêncio constrangedor entre políticos de todos os espectros. Parte da esquerda, que antes mirava suas críticas no BRB e no governador Ibaneis Rocha, mudou radicalmente de postura ao perceber que o buraco é bem mais embaixo.
Por que figuras como Rollemberg, Cristovam Buarque, Leandro Grass, Ricardo Cappelli e outros nomes da esquerda não protocolam um pedido de impeachment contra Lula? A CPI do Banco Master, que Rollemberg afirma já ter assinaturas suficientes, será mesmo instalada na Câmara?
A sociedade quer saber se Daniel Vorcaro, seus sócios e consultores aplicaram, de fato, o maior golpe da história do sistema financeiro nacional, como chegou a afirmar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Infelizmente, no Brasil, a cadeia costuma ser destino apenas de ladrões de galinha, perseguidos políticos ou de quem não pagou a famosa PA (pensão alimentícia). O restante, especialmente quando tem amigos na Corte, logo está solto, nem que seja com tornozeleira eletrônica.
O pior é que esse filme já foi exibido diversas vezes para o povo brasileiro, mas não será surpresa se Lula ainda conquistar mais quatro anos, enquanto a gente segue pagando a conta e tomando no fiofó. Acorda, Brasil.
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