A insegurança jurídica e a alta rejeição em torno da candidatura do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, nas eleições deste ano para o Governo do DF (GDF), têm feito com que muitos pré-candidatos e dirigentes partidários fujam dele como o diabo foge da cruz.
Condenado pela Justiça a ficar de fora de qualquer pleito eleitoral até 2032, Arruda tem se agarrado à narrativa criada por seus advogados de que estaria livre para voltar a concorrer a um cargo eletivo nas eleições gerais de 2026. Contudo, se as eleições fossem hoje, o ex-governador sequer teria os votos computados na urna.
Apesar do discurso teatral de pré-candidato nas ruas e nas redes sociais, do ponto de vista legal, tudo não passa de encenação. Arruda está fora do jogo conforme a legislação vigente.
Além disso, a alteração na Lei da Ficha Limpa ainda depende da derrubada de vetos do presidente Lula e também de uma decisão da ministra Cármen Lúcia, sua algoz em sentenças anteriores, sobre a ação movida pelo partido Rede Sustentabilidade contra as mudanças na lei.
Diante de tantas incertezas no campo jurídico, a candidatura de Arruda ao GDF é considerada frágil e, no cenário atual, ilegal. Ela depende de uma série de circunstâncias para seguir adiante. A principal delas é jurídica. Sem estar elegível, não vai a lugar algum.
Outro fator que pesa nesse processo é o político-eleitoral. José Roberto Arruda precisa compor uma aliança que reverbere seu nome nos quatro cantos de Brasília. No entanto, a adesão ao seu projeto político tem sido baixa.
Os políticos, lideranças e representantes de diversos setores da sociedade brasiliense que têm aderido à sua candidatura são, em sua maioria, parceiros do passado, como Alberto Fraga, Izalci, entre outros nomes já conhecidos do eleitorado.
Arruda e seu grupo têm sondado pré-candidatos em busca de cooptá-los para o projeto, mas a descrença e a falta de segurança jurídica não têm despertado interesse. Os poucos que sinalizaram uma eventual aliança preferem deixar o tempo correr para ter certeza de que, desta vez, o ex-governador não vai deixar o povo chupando o dedo.
E ainda pesa contra José Roberto Arruda o fato de ele ser o candidato ao GDF com a maior rejeição entre os pretendentes. Nas últimas quatro sondagens realizadas, seu nome sempre apareceu com mais de 50% de rejeição, um índice considerado altíssimo em qualquer disputa eleitoral.
Quem conhece e entende de política sabe que colar sua imagem à de Arruda não é um bom negócio. O eleitor não esqueceu o que ele fez quando passou pelo Palácio do Buriti. O medo de ver Brasília sucumbir novamente com José Roberto Arruda sentado na cadeira de governador é grande.
Sendo assim, correr o risco de aceitar tomar um café ou bater papo com o ex-governador e, depois, ver a própria imagem estampada no perfil dele nas redes sociais pode se tornar um mau negócio para quem vem construindo um projeto político para este ano.
Tem gente que diz que só aceita se puder levar uma penca de alho, uma cruz e água benta. Outros dizem que têm medo de ser encantados pela serpente.
Até o momento, só Kassab, Gim Argello e outros poucos gatos pingados foram encantados pelo chocalho. Resta saber se vão morrer envenenados ou se terão de correr atrás de um antídoto para não morrer politicamente.
A pergunta que muitos fazem nos bastidores sobre apoiar Arruda ou não é simples e direta: qual político ou dirigente partidário quer se aliar a um candidato sem viabilidade eleitoral? Só quem já foi envenenado por ele.
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